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Teresina

Postada em 26/01/2018 ás 07h45

Publicada por: Redação Fala Piauí

Fonte: SINPOLPI

Sindicato denuncia situação de descaso no IML de Teresina
Demora na remoção de corpos se deve a ausência de carros suficientes para atender demanda de Teresina e do interior
Sindicato denuncia situação de descaso no IML de Teresina

O Sindicato dos Policiais Civis de Carreira do Piauí (SINPOLPI) denuncia a situação precária do Instituto de Medicina Legal (IML) de Teresina. Na última semana, a falta de carro para transportar um corpo virou notícia após revolta da família do homem morto, que passou horas sem remoção por falta de carro.

Nesta semana, os diretores do SINPOLPI realizaram visita ao IML para averiguar se as reivindicações foram atendidas pelo governo do Estado. De acordo com Antônio Nunes, Diretor do Departamento de Polícia Técnico Científica, ao assumir a direção, ainda no ano de 2014, pode constatar que tanto o instituto como os laboratórios precisavam de intervenção do governo.

De acordo com o sindicato, ainda em 2014 foi realizado um levantamento da situação dos veículos. Foi constatado que havia dois carros e um caminhão, sendo este último usado para viagens ao interior. A partir disso, o diretor protocolou um pedido de licitação para o então secretário de segurança Robert Rios, solicitando o planejamento de mais 10 viaturas para o IML, para serem dividas pelas regiões do Piauí.

“Houve uma loja vencedora dessa licitação e, por mais de um ano, ficamos pedindo continuamente ao secretário que realizasse a compra das 10 viaturas, pois já estavam garantidas. Porém, apenas quando faltavam 15 dias para o vencimento do processo licitatório o governo se mostrou interessado em comprar, mas a loja vencedora não mostrou mais interesse em vender por preços reduzidos, o que acarretou a perda da licitação”, afirma.

Segundo ele, ainda em 2015, foi feito novo pedido de carros, mas até agora não foi comprado nenhum veículo. O governo chegou a prometer que ano passado iria comprar outros cinco carros, mas, o IML recebeu apenas um, que é o veículo que precisa atender às diligências da capital e do interior.

“Se viessem pelo menos três veículos em caráter de urgência já iria desafogar o sistema. Estou indo frequentemente à Secretaria de Segurança para obter respostas sobre a licitação dos veículos. Queremos verbas para investir no laboratório patológico e temos a afirmação do secretário Fábio Abreu que irá comprar o laboratório. Além disso, precisamos de veículos e também de motoristas, pois de nada adianta existirem carros se não tiver pessoal capacitado para conduzir até as ocorrências. Temos que pensar na estrutura total do Instituto para resolver os problemas”, apontou.

De acordo com o sindicato, o concurso da Polícia Civil do Piauí é o único do Brasil que não abre vagas para auxiliar de perícia. Esses profissionais seriam destinados ao auxílio dos peritos e direção dos veículos. Enquanto isso, são colocados agentes de polícia e policiais militares para a função.

De acordo com o perito e diretor jurídico do SINPOLPI, Francisco Leal, o governador não ouve a realidade das necessidades da perícia do Piauí, por isso, não atende aos pedidos e denúncias.

“O governador precisa sentar com a categoria para ouvir e debater, nós somos os representantes de todos os policiais e, mesmo assim, não somos recebidos para apresentar a atual situação em que se encontra não somente o IML, mas toda a estrutura da Polícia Civil do Piauí”, afirmou.

O SINPOLPI continuará acompanhando o caso do IML para que possa apresentar respostas aos policiais civis e à população. 

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