
Nesta sexta-feira (11), funcionários e ex-funcionários da empresa de Call Center, Vikstar, estiveram reunidos no canteiro central da Avenida Frei Serafim, manifestando sobre a falta de pagamento e as demissões sem aviso prévio.
A Vikstar prestava serviços de call center para a Vivo até o último dia 18 de março, quando a operadora rescindiu o contrato, o que afetou 8 mil trabalhadores dos estados de São Paulo, Paraná e Piauí. O contrato com a Vivo representava 90% das receitas da Vikstar.
No dia 19 de abril, os funcionários da Vikstar entraram em greve por falta de pagamento.
Em entrevista ao Teresina Diário ,Pablo Aguiar, representante do Sindicato dos trabalhadores em Telecomunicações do Piauí falou sobre a mobilização e também de um acordo que as empresas Vikstar e VIVO haviam feito para efetuar os pagamentos dos funcionários e regularizar a situação dos que já foram demitidos, que segundo ele, ainda não receberam a rescisão. "Esta mobilização também se dá pelo simples fato da falta de compromisso entre as demais empresas, a Vikstar não está mantendo os funcionários e ex-funcionários informados sobre os devidos pagamentos. Já que houve um acordo, é justo dar uma posição , pois isso está prejudicando toda a categoria. Este valor era para ter sido pago até o quinto dia útil e até agora nada. conseguimos na justiça essa negociação".
A funcionária Layse Rodrigues , trabalhou na empresa por três anos e falou sobre a incerteza do recebimento do último salário e verbas rescisórias. "Só queremos informações sobre os valores, sobre como ficará a nossa situação, muitos funcionários, assim como eu , deixaram de ir pois não tinham dinheiro para a passagem."
Vitória Lorrana trabalhou no período de quatro meses na empresa e assinou ontem (10) a demissão. "O nosso prazo seria até o quinto dia útil, o RH da empresa não está dando atenção para o nosso problema, tem gente que foi demitido e está há onze meses sem receber. No INSS digital, a nossa demissão já está atualizada, porém não recebemos nada, estranho. É uma demonstração de falta de compromisso e um desrespeito aos trabalhadores". disse
Felipe Alves, também estava trabalhando há quatro meses e falou do problema. “Eu assim como todos, estava indo trabalhar, cumprindo com o nosso compromisso. São trabalhadores que dependem do emprego para sobreviver com dignidade, o contrato acabou e serão todos demitidos, até lá, deveriam ser respeitados por tudo que contribuíram para o êxito do contrato. A paralisação das atividades foi a única saída para garantir o acerto de contas”
Entenda o caso
Na época, para resolver a demanda, a Vivo concordou em adiantar a quantia de R$ 3,85 milhões, desde que a empresa utilizasse todo o dinheiro para pagar 60% do pagamento dos funcionários, o que encerrou a greve.
O acordo foi feito junto ao Tribunal Regional do Trabalho, sendo assinado pela Vikstar e pela Vivo.
Em uma nota a empresa Vivo disse o seguinte:
“A Telefonica/Vivo reitera mais uma vez que o contrato com a Vikstar foi encerrado por questões relacionadas à deterioração financeira da Vikstar. E informa que para evitar qualquer impacto aos clientes, o atendimento será feito a partir de outras posições de call center próprio ou de terceiros”, afirmou a operadora.
Já a Vikstar não quis se pronunciar sobre o caso.