
A Polícia Civil prendeu nesta segunda-feira (19) o policial militar reformado Raimundo Alves da Costa, suspeito de matar com quatro tiros o mototaxista Antônio de Sousa Rocha, de 78 anos, na Avenida Maranhão, Centro de Teresina. O crime ocorreu no dia 10 de julho.
O Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP) cumpriu o mandado de prisão contra o policial militar em sua casa, no bairro Mocambinho, Zona Norte de Teresina, por volta das 11h.
Segundo o coordenador do DHPP, delegado Francisco Costa, o Barêtta, o policial militar confessou o crime. Em depoimento, o suspeito informou que o mototaxista desde 2001, que os dois trabalhavam juntos, mas depois a vítima se regularizou como mototaxi e ele não.
"A partir daí começou uma desavença entre os dois por causa de corrida, segundo o policial. No dia do crime, o suspeito disse que ficou no ponto do mototaxista e o mesmo quando chegou, começou a xingar ele. Os dois travaram uma luta corporal, o mototaxista pegou um pedaço de madeira e deu uma paulada na cabeça dele, mas o policial sacou a arma e atirou quatro vezes contra a vítima. Depois disso, o PM diz não lembrar de nada", revelou o delegado.
De acordo com o Barêtta, a polícia tinha a informação de que o suspeito do crime tratava-se de um mototaxista clandestino, mas não sabia quem era a pessoa. Somente durante a investigação, o DHPP confirmou que o homem era um policial militar.
O delegado encaminhou um ofício à Corregedoria da Polícia Militar do Piauí e o policial encontra-se preso no presídio militar.
No dia 14 de julho, amigos e familiares da vítima realizaram uma manifestação em frente ao DHPP, pedindo pela prisão do suspeito. O grupo soube da informação de que o suspeito do crime iria se entregar à polícia, acompanhado de um advogado, por isso todos foram até o local.
Só que o suspeito acabou não comparecendo. A neta do mototaxista, Priscila Dourado, disse ao G1 que o avô já trabalhava no local - um ponto de mototaxistas na Avenida Maranhão, Centro/Sul da capital - havia 20 anos.
"A vida dele foi tirada de forma bruta, hostil e grosseira. Ele foi morto covardemente, com quatro tiros em regiões vitais, sem chance de defesa", lamentou a neta.
Segundo Priscila, os relatos de testemunhas são de que o avô acabou sendo morto porque teria agido como "fiscal", ao presenciar outro mototaxista no local, que não estava em situação regular.