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Timon

Postada em 22/07/2021 ás 12h52

Publicada por: Redação Fala Piauí

Fonte: G1

Travesti é a sétima presa pela morte de garotas que cavaram as próprias covas
Segundo a Polícia Civil, as vítimas foram torturadas, mortas e os corpos enterrados após serem "julgadas" em um "tribunal do crime", realizado por uma organização criminosa, em março deste ano.
Travesti é a sétima presa pela morte de garotas que cavaram as próprias covas

Foto: Reprodução

Wiliane de Sousa Teófilo, de 21 anos, foi presa na manhã desta quinta-feira (22), em um povoado na zona rural de Teresina. Ela é uma das pessoas suspeitas de participação na morte de duas adolescentes que foram obrigadas a cavar a cova onde foram enterradas em Timon, município maranhense vizinho à capital.

De acordo com a Polícia Civil, as vítimas Joyce Ellen, 15 anos, e Maria Eduarda, 17 anos, foram torturadas, mortas e os corpos enterrados após serem sentenciadas de morte em um "tribunal do crime", realizado por uma facção criminosa.

Após a prisão, Wiliane Teófilo confessou que teve participação ao levar as vítimas para o local onde foram mortas, mas afirmou que não sabia o que aconteceria com elas.

Dez pessoas foram indiciadas pelos crimes e a prisão desta quinta-feira foi a sétima ligada ao caso. Antes, seis mulheres já tinham sido presas e, agora, outras três pessoas são consideradas foragidas da Justiça, porque têm mandado de prisão expedidos contra elas.

Requintes de crueldade

O delegado Antônio Valente, da Delegacia de Homicídios de Timon, afirmou que as investigações chegaram à conclusão de que o crime foi praticado com requintes de crueldade.

"Uma das vítimas pediu para morrer de tiro ou que a enterrassem viva, mas que parassem de bater nela. Os laudos cadavéricos apontaram que as adolescentes foram mortas com golpes de faca, taco, pá e picareta. Uma delas enterrada ainda viva", contou o delegado.

Segundo Antônio Valente, as vítimas não eram integrantes de facção criminosa. No entanto, três das envolvidas no crime conheciam a adolescente Maria Eduarda, do bairro Vila da Paz.

"A Joyce residia na área da organização rival e postava fotos fazendo menção apenas por brincadeira. Já Maria Eduarda morava na área da organização que a matou, fazia fotos com o símbolo da referida facção sem ao menos participar e foi executada", explicou.

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