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Hotel de galos mostra que as rinhas são crimes praticados por gente rica em Teresina

Policiais militares de alta patente, empresários, profissionais liberais, jornalistas e políticos eram alguns dos apreciadores do

André Santana
Por: André Santana Fonte: Wesslley Sales
16/08/2021 às 18h58 Atualizada em 16/08/2021 às 19h01
Hotel de galos mostra que as rinhas são crimes praticados por gente rica em Teresina
Foto divulgação

 

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Esta semana uma ação da Força Tarefa da Secretaria de Segurança encontrou, por acaso, um local onde aparentemente havia uma rinha de galos. Acionada, a Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente iniciou as investigações. De imediato uma conclusão pode ser tirada, o suposto proprietário dos animais na verdade possuí uma espécie de hotel para as aves que, pelo valor impresso nas baias, somente pessoas com alto poder aquisitivo podem manter. (Veja aqui o momento em que os policiais chegam ao local.)

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Em um passado recente os bastidores da "high society" teresinense tinha entre os apreciadores da briga de galos policiais militares de alta patente, empresários, profissionais liberais, jornalistas e políticos. As apostas costumam envolver grandes cifras. Tudo pelo prazer de algo que está longe de ser um esporte. Se para quem assiste e participa é diversão, para os animais é maus-tratos e morte, um crime previsto em Lei. As rinhas chegaram a ser levadas para Timon-MA após algumas ações da polícia, mas agora parecem retornar de vez para a capital piauiense.

 

No caso desse hotel, que funcionava em uma casa na Vila Cristalina, zona Norte de Teresina, 85 galos foram encontrados, alguns amarrados e vendados, outros bastante feridos e ensanguentados, quatro estavam mortos. Em algumas baias estavam sinalizados valores que chegam a R$ 200 por semana, uma espécie de aluguel que mostra que os verdadeiros proprietários tem dinheiro para bancar a “brincadeira” mortal. Em rinhas como essa o valor de uma boa ave no mercado especializado pode passar de R$ 20 mil.

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Os galos normalmente recebem altas doses de anabolizantes, são levados ao estresse e treinados para lutar. Nos tornozelos esporões e lâminas que cegam e matam de forma impiedosa o oponente que depois é simplesmente descartado. Há informações que em alguns casos a carcaça do animal é dada para cães. A crueldade e o prazer de apostar na morte não tem limites.

Acompanhado pelo seu advogado o suposto proprietário foi ouvido na DPMA e agora há possibilidade do Delegado Emir Maia, que foi acionado pelo policial civil Amarildo a entrar no caso, venha a pedir a quebra de sigilo telefônico e telemático para chegar aos verdadeiros envolvidos nas rinhas. “Não vamos parar a investigação”, sentenciou o Delegado.

Quanto aos galos, alguns morreram e boa parte está muito debilitada. 20 deles ficaram no Zoobotânico de Teresina que alegou não ter estrutura para receber a todos. 61 animais ficaram sob a responsabilidade de três depositários fiéis. A dificuldade é que como estão condicionados a brigar as aves não podem ficar juntas. 

 

Esse é apenas um retrato triste da crueldade que o homem pode chegar. Não adianta ter dinheiro, educação, cultura ou pagar o dízimo. Sem a humanidade e empatia com o próximo e com os animais, não seremos mais do que uma caricatura mau acabada da criação original.

 


 

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Fonte: Wesslley Sales

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