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Pé de frango é encontrado por até R$12,90 em Teresina

Disparada dos alimentos atinge vísceras e partes que antes eram desprezadas pela classe média

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Meio Norte
13/11/2021 às 10h07
Pé de frango é encontrado por até R$12,90 em Teresina
Foto: Reprodução

Pé de frango. Coração. Moela. Vísceras. Embutidos. Macarrão instantâneo. Alimentos com valor nutricional questionável estão cada vez mais presentes na mesa do brasileiro, e não é por preferência de sabor. A disparada do preço da carne e alimentos frescos trouxe de volta o tempero pronto e cortes menos “nobres” no frigorífico. 

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Em Teresina, em um mercadinho do bairro Ininga, zona Leste, o pé de frango é encontrado por até R$12,90 o quilo, assim como o coração bovino, que já é encontrado por R$13,39 o quilo em um supermercado da zona Sul. “Está tudo caro. Não é de hoje que vem aumentando o preço das coisas. Mas vai ter uma hora que não vai dar mais para comer mesmo”, revela Maria das Dores Alencar, dona de casa. 

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Para se ter ideia, em 2012, com R$12,90 era possível encontrar o quilo do patinho moído, com um valor proteico mais expressivo que o pé de frango. Hoje o quilo de patinho pode ser encontrado por até R$42,70 nos supermercados de Teresina. 

Em um comparativo com o salário mínimo é possível perceber a desvalorização do real e o aumento no preço dos alimentos. Em 2012, a moeda brasileira tinha maior valor real em relação ao dólar e o salário mínimo era de R$622,73. Em 2021, com a forte crise financeira que assola o país, o mínimo equivale a R$1.192,40.

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Outro fator que impulsiona a crescente no preço dos alimentos é o valor dos combustíveis. Com o diesel a preço recorde, sendo encontrado no Piauí por até R$5,679 o litro, a distribuição de itens alimentícios também fica mais cara, impactando diretamente no sobrepreço. 

Alimentação mais cara impacta o nutricional 

De acordo com a nutricionista clínica Larisse Coutinho, o povo brasileiro está deixando de consumir alimentos mais saudáveis por causa do preço. Além disso, os consumidores estão aderindo aos mais baratos, onde o valor nutricional é insignificante. 

Produtos industrializados ganham espaço. “As pessoas estão aderindo ao refrigerante ao invés de suco ou fruta. Usando macarrão instantâneo ao invés de macarrão tradicional. Os prejuízos para a saúde são imensos, como diabetes, hipertensão, obesidade dentre outras doenças”, revela. 

Larisse explica que o consumo de frutas e verduras é essencial para um indivíduo com a nutrição adequada. Para driblar os preços, ela orienta pesquisar e buscar os produtos da época. “Alimentos da safra são bem mais em conta que os outros que não estão na safra”, revela.  

Sobre o pé de frango, a nutricionista explica que o alimento não deve ser condenado, sendo inclusive uma boa fonte de colágeno. No caso das vísceras, quem têm ácido úrico elevado deve evitar o consumo. “O ideal é consumir a proteína mais saudável possível, sem gordura, como peito de frango, peixe e cortes de carnes que possam estar mais baratos. Para melhorar o valor nutricional, as preparações de forma grelhadas, assadas no forno e ao molho são as mais indicadas”, finaliza.

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