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“Dr. Pessoa não pretende pular do 14º andar”, diz Robert Rios

Grupo Vida que Segue publica nota de repúdio contra fala do vice prefeito Robert Rios

Por: Redação Fala Piauí
16/11/2021 às 21h42
“Dr. Pessoa não pretende pular do 14º andar”, diz Robert Rios
Foto: Reprodução

O grupo Vida que Segue publicou em suas redes sociais nota de repúdio a fala do vice-prefeito de Teresina Robert Rios, que disse em áudio que o prefeito dr. Pessoa não pretende pular do 14º andar no final da sua gestão, fazendo alusão a morte do ex prefeito Firmino Filho, encontrado morto em frente ao prédio Manhatan River Center, em abril deste ano.

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O grupo é feito por pais enlutados, em que todos perderam os filhos para o suicídio na faixa e trabalham com a prevenção, mas principalmente a posvenção [ajuda para quem fica] ao suicídio. Em suas redes sociais há disponível telefone para quem precisar de ajuda.

A deputada Lucy Soares já havia se manifestado em suas redes sociais e disse que o ex prefeito debocha das famílias que perderam pessoas queridas para a depressão e pediu que a deixassem em paz.

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Confira a nota na integra

NOTA DE REPÚDIO

O Grupo Vida que Segue, se solidariza com todas as famílias enlutadas por suicídio e vem através dessa nota de repúdio manifestar de maneira apartidária e embasada em evidências científicas que: lamenta a postura insensível do atual vice-prefeito de Teresina, que de forma inconsequente e infundada , fez referência ao suicídio do ex prefeito, ação de profundo desrespeito à memória daqueles que partiram e de todas as pessoas enlutadas por suicídio.

O fenômeno do suicídio é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde – OMS, como um grave problema de saúde pública. O suícidio é um tipo de morte que tem um impacto muito negativo e poder devastador para os que ficam, os sobreviventes do caos.

O Vida Que Segue, nossa instituição, é representada por pais e mães que trabalham diariamente com a prevenção e a posvenção do suicidio, especialmente acolhendo as pessoas em situação de crise existencial, por perda de seus entes queridos, em cuidado e respeito a dor dos que ficam.

De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Piauí é o terceiro Estado do país com maior taxa de mortalidade por suicídio e Teresina é a quarta capital do país com o maior índice de morte por suicídio, consequentemente com um número significativo de enlutados.

Diante dessa realidade, o que se espera dos gestores é o comprometimento com políticas públicas de enfrentamento ao fenômeno, ações de cuidados com a pessoa em sofrimento psíquico, evitando assim, o suicídio de gerações futuras. Respeito e empatia a todos aqueles que sofrem pela partida de um ente querido.

Ressaltamos nosso apoio a todas as pessoas e famílias enlutadas que necessitam de acolhimento e de um espaço de escuta livre de críticas e julgamentos.

Precisando conversar?

Ligue 188 – CVV – Centro de Valorização da Vida

Entenda o caso

Em julho deste ano, o juiz Valdemir Ferreira Santos, da Central de Inquéritos de Teresina, determinou o arquivamento do inquérito que investigava a morte do ex-prefeito Firmino Filho. O laudo cadavérico concluiu que a morte de Firmino foi causada por politraumatismo secundário a lesões de alta energia provocado por instrumento contundente. 

"Os achados de necropsia são compatíveis com morte determinada por traumatismo múltiplos por lesões passivas (vítima vai de encontro ao objeto causador da lesão), no caso em questão, o solo de alta energia cinética", diz trecho.

Conforme decisão, o magistrado determinou o arquivamento em razão da ausência de tipicidade penal do fato ocorrido. No processo há depoimentos de pessoas que tiveram contato com Firmino antes de sua morte. Entre eles, o da funcionária do Tribunal de Contas da União (TCU) que relatou à polícia que o ex-prefeito havia pedido licença médica e que estava com depressão.

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