
O ex-prefeito de Redenção do Gurguéia, Delano Parente, alvo do Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO/MPPI) no âmbito da Operação Déspota, teve suas contas de governo e de gestão julgadas irregulares pela Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PI), referentes ao exercício de 2015.
As contas do FUNDEB, da Fundação Municipal de Saúde (FMS) e do Fundo Previdenciário também foram julgadas irregulares.
Em todos os casos houve a aplicação de multa e determinação para comunicação ao Ministério Público Estadual (MPE).
O julgamento ocorre quase seis anos depois da finalização do exercício, o último do ex-prefeito.
Delano Parente não apresentou defesa.
"DEBOCHOU DE TODAS AS INSTITUIÇÕES"
O conselheiro substituto Alisson Araújo votou por multas mais gravosas ao gestor Delano comparadas com as que constaram do voto da relatora conselheira Waltânia Alavenga, e disse que o ex-gestor debochou das instituições.
“Com relação ao gestor Delano Parente, eu vou votar pela irregularidade em todas as unidades em que ele esteve à frente. E no caso da multa eu também considero a possibilidade de elevarmos essa multa. Esse gestor foi afastado, foi preso, passou seis meses preso, debochou de todas as instituições. Todos os ilícitos por ele praticados foram confirmados. A multa que vou propor é a multa máxima prevista em nosso regimento, de 10.000 unidades fiscais de referência. É o que me parece mais adequado para o caso específico”, disse.
Como o conselheiro Abelardo Pio Vila Nova e Silva votou com a relatora, a multa ficou bem abaixo disso, 5.300 UFR.
OPERAÇÃO DÉSPOTA
A Operação Déspota, que teve ampla repercussão, foi deflagrada para investigar contratos irregulares com empresas para aluguel de veículos, serviços de engenharia e compras de material de construção, além de serviços de perfuração de poços, iluminação e serviços elétricos, bem como para execução de serviços de engenharia de pavimentação e até serviços de consultoria e assessoria jurídicas, além de outras irregularidades.