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Doença do Refluxo

Postada em 18/06/2019 ás 11h24

Publicada por: Sávio Lages

Fonte: Paloma Costoya Executiva de Conta - Account Executive

6 em cada 10 brasileiros não sabe o que é Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)¹
A enfermidade é crônica e ocorre quando o fluxo de parte do conteúdo do estômago retorna para o esôfago, causando azia, regurgitação, entre outros sintomas²
6 em cada 10 brasileiros não sabe o que é Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)¹

Imagem: ilustração

 

 

60% dos brasileiros não sabe o que é a Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) e pouco mais de um em cada quatro pessoas apresentam um ou mais sintomas, mas não a relacionaram com a enfermidade. É o que revela a pesquisa “Mapa dos problemas digestivos do Brasil”, conduzida pela GFK e encomendada pela Takeda, farmacêutica com mais de 237 anos de história e líder de mercado na área de gastroenterologia. O levantamento ainda aponta que entre aqueles que conhecem a enfermidade (40% dos respondentes), são as mulheres (45%) que tem o maior conhecimento sobre a enfermidade em relação aos homens (34%)¹. 

De maneira geral, elas se mostram mais sensíveis do que os homens e se sentem mais incomodadas no dia a dia pelos sintomas. O percentual de mulheres que se queixam que o refluxo afeta muito o bem-estar é mais que o dobro do percentual de homens que faz a mesma declaração: 38% x 16%.  Em uma escala de 0 (não afetou o bem-estar) a 10 (afetou muito o bem-estar), os principais incômodos, para ambos os gêneros, são ‘acordar no meio da noite’ (média de 6,97), sendo seguido pela gastrite (6,75). Já sentir gosto azedo ou amargo na boca é o sintoma que gera menos inconveniência nos pacientes (4,99)¹.

 

Devido à desinformação, muitos tendem a achar que problemas gástricos se curam sozinhos. Cerca de um terço dos respondentes declara que ‘não faz nada e deixa a crise passar’, sejam os sintomas leves, moderados ou graves, e apenas 13% das pessoas que apresentam sinais mais acentuados procuram um médico especialista ou um pronto-atendimento. A grande questão é que não ir ao médico acarreta no tratamento inadequado e, possivelmente, traz consequências graves à saúde¹.

 

“É preciso esclarecer que estamos falando de uma doença crônica e não um sintoma e, por isso, ainda existam certas dúvidas. A Doença do Refluxo Gastroesofágico ocorre quando o fluxo de parte do conteúdo do estômago retorna para o esôfago. Este refluxo pode provocar vários sintomas, como a azia e a regurgitação. Em alguns pacientes dor torácica, faringite, tosse, asma brônquica, disfonia e pigarro também são manifestações da doença encontradas”, explica Dr. Décio Chinzon, doutor em Gastroenterologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).

 

Além dos sinais da doença já abordados pelo médico gastroenterologista, outros sintomas também podem confundir os pacientes em um primeiro momento como, por exemplo, aqueles relacionados com a voz. A pesquisa mostrou que apenas 29% dos pacientes com pigarro e rouquidão e 33% daqueles com disfonia (alteração ou enfraquecimento da voz) associam esses sinais à possibilidade da DRGE¹.

 

“Os sintomas ditos pelo indivíduo, a frequência, intensidade e duração são fatores essenciais para um diagnóstico correto. Por isso sempre reforço a importância de se falar com muita transparência sobre a condição, pois isso será muito relevante na avaliação médica”, explica o gastroenterologista.

 

O especialista explica ainda que os IBPs (inibidores da bomba de prótons) são uma alternativa para um controle maior da acidez do estômago e, consequentemente, maior probabilidade de cicatrização de lesões e o alívio dos sintomas. Porém, ressalta que é necessário um acompanhamento ‘caso a caso’. “O tratamento pode ser feito de diversas formas. Inicialmente, é recomendado agir com as medidas ditas comportamentais, que ajudam a prevenir o refluxo. Já entre os medicamentos mais indicados para o tratamento, destacam-se os IBPs, que têm maior capacidade de inibir a produção do ácido clorídrico. Cada paciente tem resposta individual e uma vez diagnosticado, o desconforto pode ser corretamente tratado, motivando o bem-estar e o mínimo de futuras complicações”, finaliza.

 

Dados de apoio à pauta - Principais achados do “Mapa dos problemas digestivos do Brasil”¹

·         1 em cada 11 entrevistados já teve algum sintoma gástrico nos últimos seis meses;

·         Quase metade da população (48%) teve sintomas gastroesofágicos nos últimos 6 meses.

·         Cerca de 1/3 deles não tomou nenhuma atitude diante da crise, apenas esperou que ela passasse. E a mesma proporção fará isso novamente quando a próxima crise surgir.

·         O ideal é procurar um especialista pelo menos uma semana após sentir os primeiros sintomas.

·         As mulheres podem apresentar maior sensibilidade aos sintomas e costumam consultar médicos com maior periodicidade. Assim, o percentual de mulheres que se queixam que o refluxo afeta muito o bem-estar (notas 9-10) é mais que o dobro do percentual de homens que fazem a mesma declaração: 38% x 16%;

·         68% dos médicos entrevistados concorda que a qualidade de vida é o aspecto mais impactado pela DRGE;

·         Mais de 1/3 das queixas nos consultórios de médicos de diversas especialidades (gastroenterologistas, clínicos gerais, e otorrinolaringologistas) é relativa a problemas gastroesofágicos: médicos afirmam que, em média, 38% das queixas têm esta relação. No caso dos gastroenterologistas, o índice sobe para 70%.

·         Mudança de hábitos e de vida: o grande desafio para médicos e pacientes no tratamento de queixas gastroesofágicas. 84% dos profissionais afirmam que a mudança de hábitos é o 1º passo no tratamento da DRGE leve (esse número cai ligeiramente para 68% e 62% respectivamente nos casos moderados e graves), mas as declarações dos pacientes indicam que a mudança é complexa. Somente 1 em cada 9 entrevistados (11%) deixou de consumir refrigerantes e bebidas gaseificadas após a última crise, e apenas um em cada 8 (12%) deixou de comer frituras e alimentos ricos em gordura.

 

Sobre a pesquisa

A pesquisa Mapa dos problemas digestivos do Brasil é uma realização da GFK, encomendada pela marca Dexilant®, da farmacêutica Takeda, a fim de mapear a incidência de problemas digestivos no Brasil. Foram realizadas 1.773 entrevistas por telefone, em todo o Brasil, no mês de agosto de 2018. A amostra foi selecionada com cotas por sexo (52% feminino e 48% masculino), idade (pessoas com média de 40 anos), classe (68% pertencem à classe C, 28% à B e 4%, à classe A) e região. Destes, 60% são atendidos pelo SUS, 28% possuem convênio médico ou plano de saúde e 11% buscam a saúde particular.

 

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