
A Perícia Criminal do Instituto Médico Legal (IML) realizou na noite de segunda feira (13) a reconstituição da colisão entre dois automóveis em que o condutor Raimundo Nonato Oliveira, 53 anos, morreu e sua neta, Laura Srofia, de 8 meses, ficou em estado grave. As duas filhas do homem, mãe e tia da menina, ficaram feridas. O outro condutor, o advogado Marcos Vinícius Nogueira, chegou a ser preso em flagrante e liberado em seguida.
A reconstituição aconteceu no mesmo local e horário em que aconteceu o acidente, por volta das 22h no cruzamento das Avenidas Higino Cunha e Odilon Araújo, no bairro Piçarra, na Zona Sul de Teresina. Os peritos têm dez dias para estudar os dados do trabalho e apresentar os resultados.
Os dois carros colidiram no cruzamento das duas avenidas. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o carro de passeio, que era conduzido pela vítima, Raimundo seguia na Avenida Odilon Araújo quando foi atingido pelo automóvel utilitário, do tipo SUV, na Higino Cunha.
Mais de 20 peritos de diversas áreas participaram da reconstituição. O objetivo era verificar se alguns dos carros envolvidos avançou o sinal vermelho ou estava em alta velocidade.
Rawlinson Ibiapina, relator da perícia, informou que peritos utilizaram uma técnica de análise e comparação de imagem que foi desenvolvida no Piauí em 2013, por peritos piauienses, que consiste em comparações com imagens do veículo em movimento.
“Vamos materializar a passagem do veículo pela posição deles no asfalto, comparando com as três câmeras a que nós temos acesso”, explicou Rawlisnson.
A equipe fez medições nas avenidas e refez o percurso de cada veículo, em uma velocidade aproximada em que teria ocorrido o acidente. A Polícia Rodoviária Federal também participou da reconstituição, utilizando o radar de mão para verificar a velocidade dos veículos durante os testes.
O delegado Luiz Guilherme, do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações, disse que as informações obtidas pela perícia podem motivar outros procedimentos para a investigação. Ele informou ainda que as vítimas do acidente ainda não foram ouvidas, porque não estão em condições de saúde para prestar depoimentos.
"O que acontece hoje é só uma fase da investigação. As imagens dos vídeos vão ajudar, mas precisamos dessa confirmação técnica da perícia criminal", explicou.