Domingo, 21 de julho de 2019
(86) 9 9983-4382
governo / adsense
Cocal de Telha-PI

Cocal de Telha-PI

Marcelo Barros Notícias de Cocal de Telha-PI
[email protected]
(86) 9 9983-4382
ESCRAVA MILAGROSA

Postada em 14/07/2019 ás 10h05

Publicada por: Marcelo Barros

Fonte: MARCELO BARROS

Devotos homenageiam Escrava Milagrosa em Cocal de Telha com uma capela
Idealizada por devotos, a capela foi inaugurada na tarde deste sábado(13). Veja!
Devotos homenageiam Escrava Milagrosa em Cocal de Telha com uma capela

Na tarde deste último Sábado(13) na comunidade Mestiças, grande região do Calengue, zona rural do município de Cocal de Telha aconteceu a inauguração da Capela da Escrava Maria dos Prazeres. A Homenagem partiu do casal Mateuzinho e Dona Nonata que com ajuda de muitos amigos conseguiram ver concretizado um sonho.

Uma grande multidão esteve presente na celebração proferida pelo Padre Claudio Rogério. A Vereadora Karyne e Rodrigão, Vereador Gerson Cigano, Ex-vereador João Leriano e diversas outras personalidades prestigiaram o evento marcante de fé e devoção. O túmulo Maria dos Prazeres, agora capela, fica a 9 Km de Cocal de Telha, as margens da estrada que liga a sede do município a localidade Alegre, divisa de Cocal de Telha com o município de Capitão de Campos.

A história da Escrava Maria dos Prazeres foi tema de reportagens de TVs e sites de noticias, contos, peça treatral e debates nas escolas municipais. A gestão municipal promoveu em outras oportunidades atividades com a intenção de fixar visitações e deixar a história conhecida no estado e fora dele. O turismo religioso aumentou grandiosamente com o apoio do poder público nos últimos anos e agora com o reforço dos devotos da escrava tende a aumentar sensivelmente graças aos milagres da escrava. Disse a Vereadora Karyne, devota de Maria dos Prazeres.

CONHEÇA A HISTÓRIA

Dizem que há mais ou menos 150 a 200 anos atrás, viveu em região hoje pertencente à cidade de Cocal de Telha um Coronel que respondia pela alcunha de Lú, sendo o mesmo bisneto do influente fazendeiro José Higino. Na época, pessoas negras eram ainda mercadorias que podiam ser adquiridas pelos brancos. O tal Coronel, dizem, era um homem muito mal. Rígido nas exigências e severo e impiedoso nos castigos, residia em uma fazenda de nome Mestiça, junto de familiares e cativos.

Certo dia, o homem, cheio de maldade, pediu a uma jovem escrava que fosse ao riacho que corria ali perto, de nome Poços, para lavar a roupa suja. Quando a moça estava de saída para cumprir a ordem, o malvado coronel cuspiu no chão e mostrando-o à escrava disse que queria ela de volta com a tarefa cumprida antes do cuspe que estava no solo secar.

A moça parte apressada rumo ao riacho, onde tenta cumprir a tarefa de forma perfeita, mas rápida, pois seu senhor exigia a roupa limpa e, ao mesmo tempo, ela deveria voltar antes do cuspe secar, o que sabia ser praticamente impossível.

Algum tempo depois, na fazenda, o coronel, olhando para o chão percebe que o cuspe secou, mas a negra ainda não voltou. Indignado pela desobediência ordena, em castigo, que escravos de sua confiança partam em busca da mulher, de modo que, ao encontrá-la, deveriam enterrá-la viva. Para isso deveriam abrir uma vala estreita onde deveriam pôr a mulher em posição vertical, ou seja, em pé, dentro do buraco para, em seguida, soterrá-la com a terra.

Os negros partem no encalço da jovem, de modo que encontram-na ainda a beira do riacho lavando roupa. Ao ver os homens, a moça pressente a morte e empreende vã tentativa de fuga, sendo logo capturada. Ela esperneia, se debate, chora e grita por socorro, mas ninguém ouve seus chamados. Após muita peleja os negros conseguem colocá-la no buraco e, então, enterram-na ali mesmo ainda viva, cumprindo com exatidão as ordens do fazendeiro.

Deus teria se compadecido da pobre negra, que, após tão horrenda morte, vem a alcançar a santidade, passando a ser uma alma milagrosa. No local onde fora enterrada, começa a nascer uma casa de cupim (aquelas moradas de barro que tais bichinhos constroem no chão). Antigos moradores da região ainda tentam derrubar o abrigo dos insetos, mas estes tornam a reconstruí-lo. Novas tentativas houveram, mas os cupins voltam a construir como antes.

Diante da insistência dos bichos, o povo desiste. Alguns chegam a dizer que seria a vontade da finada ali enterrada que tais bichinhos vivessem sobre si. Com o tempo, em razão da construção, a moça de identidade desconhecida passa a ser chamada de “negra do cupim”. As pessoas começam a recorrer à falecida para que os tire de apuros, sendo sempre atendidos em seus pedidos, conforme contam os mais velhos da cidade. Entre um milagre realizado e outro, a fama de milagreira da “negra do cupim” logo se espalha. As pessoas começam a procurar por seu auxílio mais e mais.

Certo dia, a alma da finada aparece em sonho a uma de suas devotas, reclamando do fato de chamarem ela de “negra do cupim” e pede que não a chamem mais assim, pois seu verdadeiro nome seria Maria dos Prazeres. Ao acordar a mulher conta a conhecidos o sonho que tivera e a notícia logo se espalha, de modo que, hoje em dia, todo mundo sabe seu verdadeiro nome. Ninguém mais a chama pelo apelido de “negra do cupim”.

O que contam em Cocal de Telha é que a alma da escrava é, de fato, milagrosa, de modo que muitos já teriam sido atendidos em seus pedidos. Segundo Celso Oliveira, professor do município, “Maria dos Prazeres, por ter sido enterrada viva, gerou a comoção das pessoas, que, ao longo dos anos, vieram a reverenciá-la. Acendem velas, fazem promessas, fazem pedidos, e muitos já receberam essas graças pedidas através de Maria dos Prazeres”. Informa ele ainda que as pessoas vão ao local “fazer os seus pedidos. Colocam peças representando partes do corpo que poderiam estar afetadas por alguma doença, de modo que fazem as orações, as rezas e acendem as velas fazendo os pedidos para alcançar essas graças e muitos dizem ter alcançado. E assim, vai sendo construída a história de Maria dos Prazeres”.

 

Fala Piauí no Facebook:
imprimir

Veja também

»
Últimas notícias
Últimas municípios
Vídeos
Mais lidas da semana

Facebook

»

Twitter

»

Enquete

»

Nenhuma enquete cadastrada.

Receba notícias do Fala Piauí pelo WhatsApp WhatsApp
© Copyright 2019 - Fala Piauí - Todos os direitos reservados - E-mail: [email protected]
Site desenvolvido pela Lenium