Terça, 17 de Maio de 2022
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Menino de 11 anos com autismo foi a primeira criança vacinada contra a Covid-19 em Teresina

A vacina a ser aplicada é a versão pediátrica do imunizante da Pfizer/Comirnaty. Há 11 Unidades Básicas de Saúde destinadas à aplicação, que deve ser agendada no site Vacina Já.

18/01/2022 às 10h06 Atualizada em 18/01/2022 às 10h15
Por: Redação Fala Piauí Fonte: g1
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Foto: Reprodução
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Teresina iniciou nesta terça-feira (18) a vacinação de crianças contra a Covid-19. As primeiras doses foram aplicadas por volta das 8h na Unidade Básica de Saúde do bairro Santa Izabel, Zona Leste da capital. Um menino de 11 anos, que faz parte do espectro autista, foi o primeiro a ser vacinado.

Pai do João Gabriel Feijó, 7 anos (que tem autismo), Paulo Henrique Feijó fez questão de dizer que confia na vacina e que seguir o cronograma vacinal de crianças já está naturalizado na cultura do brasileiro.

"Não tem nada de anormal, nada extraordinário. O brasileiro, desde os anos 70, quando tem um bebê já leva pra vacinar. Estamos vivendo algo meio surreal, na contramão da história cultural. Estou trazendo primeiro pelo senso de responsabilidade. Recomendo que quem tem dúvida [sobre a segurança da vacina], deixe de lado e traga. O Gabriel tem todo o cronograma vacinal completo e sempre fico de olho na próxima", disse o pai.

Seguindo a nota técnica do Ministério da Saúde, a vacinação inicia entre 5 a 11 anos de idade que possuam algum tipo de comorbidade ou deficiência. O agendamento foi aberto na segunda (17), no site da Fundação Municipal de Saúde (FMS).

A vacina é a versão pediátrica do imunizante da Pfizer/Comirnaty, disponibilizada em 11 Unidades Básicas de Saúde. As vacinas chegaram no Piauí na sexta-feira (14), e no sábado (15) um menino indígena de 7 anos foi a primeira criança vacinada, de forma simbólica.

O Piauí recebeu 20 mil doses, sendo que cerca de 4 mil foram destinadas para Teresina. Essa é uma quantidade que ainda não consegue atender ao público da capital que, segundo Gilberto Albuquerque, é de 90 mil crianças na faixa de 5 a 11 anos.

O que levar para vacinar

Para garantir a vacinação, os pais devem ficar atentos para a documentação necessária, principalmente para comprovar a comorbidade ou deficiência da criança. Os pais ou responsáveis devem estar presentes manifestando sua concordância com a vacinação.

“A pessoa faz o agendamento e diz a comorbidade. No momento da execução da vacina é necessário levar o comprovante da patologia, CPF da criança ou o cartão do SUS, e claro que acompanhada por um adulto ou responsável que possa ser identificado, e esse adulto também ter que ter documento", explicou o presidente da FMS.

Logo após a vacinação as crianças vão ter que ficar no local, por 20 minutos, para que sejam observadas nesse período, caso aconteça alguma reação, assim como acontece com a vacinação dos adultos.

“Os adultos esperavam 15 minutos, agora a recomendação de criança são 20 minutos. Tem uma equipe toda disponível se houver alguma complicação, mas não tivemos nenhuma complicação grave com adultos, então esperamos que não vamos ter com as crianças", destacou.

Segunda dose para crianças

Após a aplicação dessa dose, as crianças devem esperar 8 semanas para que possam receber a segunda dose.

Gilberto Albuquerque ainda negou a possibilidade de realizar qualquer vacinação nas escolas, já que não existe nenhum posicionamento do Ministério da Saúde em relação a isso.

 
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