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Adolescentes foram torturados, tiveram braços quebrados e foram mortos de joelhos com tiro na nuca em Teresina, diz delegado
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08/02/2022 10h51
Por: Redação Fala Piauí
Anael Natan Colins, de 17 anos, e Luian Ribeiro de Oliveira, de 16 anos, foram encontrados mortos — Foto: Reprodução/WhatsApp

Os adolescentes Luian Ribeiro de Oliveira, 16 anos, e Anael Natan Colin, 17 anos, foram torturados, tiveram os braços quebrados, foram colocados de joelhos e assassinados com um tiro na nuca. A informação foi divulgada nesta terça (8) logo após a prisão dos três suspeitos do crime, pelo delegado Francisco Costa, o Barêtta, titular do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP).

Segundo o delegado Barêtta, os dois jovens invadiram o sítio do servidor público Francisco das Chagas Sousa, 70 anos, no bairro Gurupi, Zona Sudeste da capital, para entrar em uma festa que acontecia no terreno ao lado. Após serem flagrados pelo proprietário, foram dominados por ele e pelo filho, o advogado Guilherme Carvalho.

Eles chamaram então o sobrinho de Francisco, o empresário João Paulo Carvalho, 35 anos, para que ajudasse a levar os dois jovens de lá. Na caminhonete do empresário, segundo a polícia, foram encontradas marcas de sangue. Um exame ainda vai indicar a quem pertence o sangue.

Depois disso, segundo a polícia, eles foram levados até o local onde foram mortos, no povoado Anajpas, às margens da PI-112, Zona Rural Leste da capital, a 20 km de distância de onde foram pegos. A polícia não informou se eles foram torturados no local, mas foram encontrados com os braços quebrados.

"O laudo do legista diz que eles foram mortos de joelhos, com um tiro na nuca, a arma praticamente encostada. Eles foram surpreendidos quando estavam entrando, ainda no muro para acessar a festa", descreveu o delegado.

Os adolescentes foram encontrados mortos em 15 de novembro, após ficarem dois dias desaparecidos.

Família acredita em justiça

Para os pais, amigos e demais familiares dos jovens, a sensação é de profunda revolta pelo crime cruel, mas de crença de que a Justiça seja feita. A enfermeira Gilmara Alves Colins, mãe de Anael, agradeceu o esforço dos policiais do Departamento de Homicídio na elucidação do crime.

“Os policiais todos se empenharam muito no caso porque viram que não eram meninos ruins, que não tinham envolvimento com nada errado. E agora a Justiça está sendo feita, e vai terminar, porque tenho certeza de que a Justiça vai acatar e manter esses monstros presos”, disse a mãe.

O pai de Anael, o policial militar Aílton Pereira da Silva, apesar da prisão dos suspeitos, o sofrimento da família continua a crescer.

“A gente dorme e acorda pensando nos nossos filhos. Quando acordo, a primeira coisa que faço é ir para a sala de casa, vejo a foto do meu filho, e todo dia é uma dor, uma tortura, que não acaba. Só faz aumentar”, disse Aílton.

"O que queremos agora é Justiça. Graças a Deus e à Polícia Civil os bandidos foram presos, e agora é acreditar no Ministério Público para que eles continuem presos. A gente não vai mais ter nossos filhos de volta, mas pelo menos a Justiça vai ser feita", disse Luciano Luiz de Oliveira, pai de Luian.