
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) comprovou a existência de facções criminosas dentro de presídio no estado do Piauí. A comprovação foi feita através de um relatório produzido pelo setor de inteligência da Sejus na Penitenciária Prof. José de Ribamar, antiga Casa de Custódia. As facções, originadas em São Paulo, agiam dentro e fora da antiga Casa de Custódia.
De acordo com o delegado Charles Pessoa, diretor de Inteligência da Sejus, foi comprovado a existência, mas as atuações das facções foram desarticuladas totalmente. Conforme Charles, as facções transformaram o presídio em um comércio. Os produtos que eram dados pelo governo, como medicamentos, por exemplo, eram tomados dos presos e vendidos pelas facçoes, com objetivo de ter o controle no presídio. Além disso, os presos que queriam jogar futebol deveriam pagar uma quantia para facção para poder ter direito a atividade de lazer.
Os presos também utilizaram as famílias para disseminar notícias falsas de tortura dentro do presídio. Exames de corpo e delito foram realizados nos presos, que supostamente foram vítimas, e nenhum exame deu positivo para lesão.
O relatório foi produzido com objetivo principal de mudar os procedimentos e rotinas dentro da unidade prisional, com estabelecimento de disciplina. Delegado Charles Pessoa reafirmou que as organizações criminosas foram totalmente desarticuladas.



