Na manhã desta sexta-feira (11) o Procon realizou a fiscalização de 40 postos de combustíveis de Teresina e 17 foram autuados. O endereço dos postos autuados não foram divulgados pelo órgão. Três equipes realizaram a vistoria em diferentes postos da capital. Os preços chegaram a R$ 8,19 nesta sexta.
Segundo o chefe da fiscalização, Arimatéa Area Leão, os fiscais buscaram a possível antecipação do aumento do preço e o fechamento do estabelecimento para que a carga antiga fosse vendida pelo novo valor.
Nesta quinta, muitos consumidores relataram ter encontrado postos fechados ou "sem combustível", o que não é comum na capital.
Ainda segundo o chefe da fiscalização, esses estabelecimentos estão passíveis de multas que podem variar de R$ 600 a R$ 10 milhões. Os postos autuados têm até 15 dias para apresentar a defesa.
Aumento nacional
A fiscalização acontece após a Petrobras anunciar na quinta-feira (10) o reajuste nos preços da gasolina, diesel e gás de cozinha após quase dois meses de valores congelados nas refinarias.
O preço médio de venda da gasolina passará de R$ 3,25 para R$ 3,86 por litro, uma alta de 18,8%; valor do diesel vai subir de R$ 3,61 para R$ 4,51 por litro, aumento de 24,9%.
Filas para abastecer
O botijão do gás de cozinha chegou a R$ 130 na capital e, segundo previsão do Sindicato dos Revendedores de Gás (Sindgás) no Piauí, pode chegar a R$ 140. Nesta sexta-feira (11), o g1 percorreu distribuidoras de gás na capital, que informaram que com os seguidos aumentos, a procura caiu 30% nos últimos 5 meses. Para continuar cozinhando, a população tem recorrido a fogareiro a carvão.
Atualmente, na capital, o botijão custa em média R$ 115, mas com um reajuste de mais de 15%, segundo a previsão do Sindgás, o valor pode chegar a R$ 140. Segundo a Petrobras, o preço médio de venda do GLP para as distribuidoras foi reajustado em 16,1%, e passará de R$ 3,86 para R$ 4,48 por kg, equivalente a R$ 58,21 por 13kg.