
Seria cômico se não fosse trágico. Mas o município de Nossa Senhora de Nazaré está vivendo uma situação inusitada quanto a concessão do auxílio emergencial para uma senhora chefe de família. Trata-se de dona Raimunda Nonata Ribeiro de Sousa.
Assim como milhões de brasileiros que tem direito ao auxílio, dona Raimunda fez o seu cadastro, e por ter ciência da veracidade das informações que que prestou, aguardava o recebimento da ajuda. Por ser chefe de família e beneficiária do Bolsa Família, a mesma tem direito às 3 parcelas de 1.200 reais.
Mas a história da dona de casa não está tendo o desfecho esperado. Para o sistema do governo federal, dona Raimunda está morta. Isso mesmo. No espelho de dados fornecido pelo ministério, a mesma se enquadra em todos os requisitos, mas o bizarro, é que a mesma, segundo eles, não apresentou certidão de óbito. “Como vou apresentar um documento que eu morri, se eu estou viva?”, questionou a mesma que está muito triste.
Dona Raimunda está arriscando a sua saúde ao ter que ir em diversos órgãos como caixa econômica federal, INSS e receita federal. Até o momento, nenhuma solução foi tomada. A mesma, deverá judicializar contra a união e além do auxílio que é seu por direito, deve ser indenizada por todo constrangimento que tem passado. Para completar, a mesma continua a receber seu bolsa família, o que já seria a condição confirmadora que a mesma tem direito ao auxílio.
“Resolvi ajudar a dona Raimunda que está sendo vítima dessa desorganização do governo. Uma pessoa ser dada como morta e não ter provar que está viva, é um absurdo. Ela está sendo lesada e nós vamos acionar quem quer que seja para garantir os direitos dela. Até presidente da república já apareceu como causa de negativa desse benefício, é um absurdo”, comentou o ex-prefeito Zé Henrique que está solidário a dona Raimunda.
CASO SEMELHANTE
No Espírito Santo, a capixaba Adeyula Dias Barbosa Rodrigues, 31, virou notícia após ter seu auxílio emergencial de R$ 600 negado por ser “presidente da República”. A informação errônea constava em sua carteira de trabalho digital apesar de ela jamais ter concorrido ao cargo.
