
A Justiça autorizou a retirada da tornozeleira eletrônica do advogado Marcus Vinicius de Queiroz Nogueira, que atualmente é diretor-tesoureiro da Ordem dos Advogados do Piauí (OAB-PI). Ele é réu pela morte de um homem e por tentativa de homicídio duplamente qualificados durante um grave acidente de trânsito em Teresina.
A pedido da defesa, o juiz da Central de Inquéritos substituiu o uso da tornozeleira eletrônica pela suspensão da habilitação para dirigir veículo automotor por seis meses. A medida cautelar de monitoramento eletrônico foi revogada com base no argumento de que a tornozeleira impediria o exercício da profissão do réu.
O Ministério Público entrou com recurso contra a decisão que suspendeu o monitoramento eletrônico aplicado ao advogado. Para os promotores de Justiça, a tornozeleira é imprescindível, pois permite a fiscalização sobre o cumprimento de outras medidas judiciais, em especial para impedir que o advogado vá a bares e estabelecimentos similares, para impedir que haja reincidência no delito.