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Projeto Ilhas do Rio lança manifesto pela conservação dos oceanos

Vídeo será transmitido no YouTube e em mídias sociais

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Agência Brasil
07/06/2022 às 19h55
Projeto Ilhas do Rio lança manifesto pela conservação dos oceanos
© Arquivo/Fernando Frazão/Agência Brasil

Entrou no ar nesta terça-feira (8) o vídeo Um Manifesto pelo Oceano, em defesa dos oceanos e mares. Inédito, o vídeo será transmitido pelo canal do do Projeto Ilhas do Rio no YouTube e, posteriormente, veiculado nas mídias sociais.

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Em entrevista àAgência Brasil, o coordenador geral do Ilhas do Rio, Clerio Aguiar, disse que o objetivo do projeto é “dar voz ao oceano, que está lá, com todas as suas belezas naturais, mas sofrendo um impacto tremendo da poluição”.

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Participam da campanha os Embaixadores do Oceano Ilhas do Rio, que vão levar mensagens de alerta e de esperança sobre o futuro desses mares. Entre os embaixadores, estão a empreendedora carioca Olivia Rabacov; o modelo Alex Trevelin; a medalhista olímpica de vôlei de praia Ágatha Rippel; o jornalista Clayton Conservani; o campeão mundial de surf adaptado e o idealizador do projeto Adaptsurf para deficientes, Henrique Saraiva.

Aguiar, que também preside a organização não governamental (ONG) Instituto Mar Adentro, informou que, no vídeo, as pessoas levantam cartazes representando o oceano e apelam à população para que cuide melhor dele. “Que não suje, não polua, que o preserve e conserve o máximo que puder, porque o impacto é muito grande.”

A campanha critica hábitos de consumo e de vida da sociedade, que têm gerado muito desequilíbrio para a vida na Terra, sem perder, porém, a esperança de um mundo melhor. A ideia é não só mobilizar, mas conscientizar a sociedade a não poluir os oceanos.

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Ilhas de plástico

Aguiar destacou as cinco ilhas, ou vórtices, onde as correntes concentram os detritos que acabam no oceano. “Boa parte do lixo plástico vai para esses lugares”. A maior das ilhas supera em tamanho o estado norte-americano do Texas e fica no Oceano Pacífico. “Só isso já dá para ver a dimensão do impacto.”

Ele explicou que, diferentemente do que ocorre com as florestas, onde a destruição é fácil de ser detectada, no oceano é praticamente impossível identificar claramente os danos causados. Segundo Aguiar, as ilhas de plástico “são termômetros para que se tenha certeza de que algo tem de ser feito”. A campanha tentará despertar a população para a necessidade de manter o oceano vivo. “É como se fosse o oceano dizendo: 'cuidem de mim'.”

Com o Projeto Ilhas do Rio, o Instituto Mar Adentro visa à conscientização ambiental. Aguiar disse que não se conseguirá limpar todas as praias do mundo, mas afirmou que é preciso conscientizar as pessoas a não sujar. “Praia mais limpa é aquela que menos se suja. Não é aquela onde se cata mais lixo”. Não se deve sujar, nem jogar lixo na praia ou na rua porque, quando chove, o lixo é levado para o mar, acrescentou.

Aguiar destacou que o vilão não é só o plástico que acaba indo para os oceanos, mas também o microplástico (pequenas partículas de plástico) contido em muitas embalagens de alimentos e bebidas. Ele chamou a atenção para o fato de os peixes se alimentarem dos microplásticos presentes no oceano e serem, posteriormente, comidos pelo ser humano. “Então, [o homem] está comendo plástico também. É uma cadeia de poluição que a gente não enxerga”.

Outras consequências negativas são o branqueamento de barreiras de corais e a morte de animais marinhos pelo consumo de plástico.

Outras ações

A campanha tem outras ações, entre as quais a produção de um vídeo com pescadores da Colônia de Copacabana Z13, abordando a problemática do plástico, e um mutirão de limpeza, realizado nas praias do Leblon e de Ipanema no dia 22 de maio, Dia da Biodiversidade. O objetivo do vídeo foi chamar a atenção para o volume de plástico produzido, consumido, descartado e lançado no oceano diariamente.

Gravado em um quiosque na praia do Leblon, o vídeo de 3 minutos simula uma situação rotineira de entrega de pescado e destaca o perigo de haver mais plástico que peixe já na próxima década, além de apresentar imagens reais da poluição no mar do Rio de Janeiro, incluindo o impacto direto na vida marinha e na pesca artesanal. No vídeo, os pescadores Manoel Rebouças, presidente da Colônia Z13, e seu filho, Manasi Rebouças, relatam décadas de transformação do ambiente marinho, impactado pela poluição urbana.

No Mutirão de Limpeza, voluntários conseguiram retirar 16,4 quilos de lixo nas praias de Ipanema e do Leblon, incluindo vidros, plásticos, guimbas de cigarro, madeira, isopor e máscaras de proteção. No dia do mutirão, uma tenda foi montada no calçadão da praia, para descarte de resíduos eletrônicos, e mais de 100 quilos desse material foram recolhidos. Os resíduos coletados foram doados para a Cooperativa Popular Amigos do Meio Ambiente Ltda (Coopama) para reciclagem e destinação correta.

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