
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou nesta sexta-feira (15) que um dos cinco presos na operação Delivery, deflagrada pela Polícia Federal, foi diagnosticado como coronavírus. O detento é um dos cinco homens que foram presos por terem envolvimento no desvio de recursos públicos da educação destinados ao município de União.
Segundo a Sejus, o detento no momento da prisão passou mal, com isso foi realizado o primeiro teste de Covid-19, mas deu negativo. Após dar entrada no sistema prisional do estado do Piauí, ele foi submetido novamente ao teste e acabou dando positivo.
Nota da Sejus
A Secretaria de Estado da Justiça informa que um dos presos na Operação Delivery, executada pela Polícia Federal, no último dia 12, no município de União, e que foi encaminhado para o Sistema Penitenciário, testou positivo para Covid-19. Ao dar entrada, o detento foi mantido em local isolado, a fim de evitar o contágio com os demais presos e servidores.
Entenda
Cinco pessoas foram presas, incluindo empresários, agentes públicos municipais e um vereador na cidade de união, a 52 km de Teresina, durante a Operação Delivery, da Polícia Federal, realizada no dia 12 desse mês. A PF fez buscas na sede da Prefeitura da cidade de União , segundo nota divulgada pela PF, o objetivo é apurar suspeita de desvio de recursos públicos da educação destinados ao município de União. Entre os presos está o vereador Frankilandy Medeiros e o secretário de Educação do município, Marcone Martins.
O inquérito policial foi instaurado a partir da apreensão, pela Polícia Militar, de R$ 379 mil em espécie, no dia 1º de maio de 2020. A PF informou que apreensão aconteceu em um veículo alugado pela prefeitura de União, em posse de dois funcionários municipais que não esclareceram a origem dos valores. De acordo com o inquérito policial, a Secretaria de Educação de União teria adquirido livros escolares em quantidade maior que o número de alunos do município, utilizando verbas do FUNDEB (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) para a contratação de empresas fictícias de Fortaleza, que seriam responsáveis pelo fornecimento fraudulento do material didático.