Aos gritos, o presidente da República e candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) chamou seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de “pinguço” e criticou falta de anúncio dos possíveis ministros do petista. As afirmações foram dadas durante fala a imprensa.
“Se vocês botarem um pinguço para dirigir o Brasil, um cara sem qualquer responsabilidade e que tem um rastro de corrupção, um rastro de deboche com a família brasileira, de ataques a padres e pastores, de ataque às forças armadas e policiais. Vocês acham que vai dar certo?”, disse Bolsonaro.
Em outro trecho de sua fala, ainda aos gritos, o presidente continua com críticas aos petistas e também a forma de governo, inclusive, a possibilidade de formação dos ministérios caso Lula vença o segundo turno das eleições 2022.
“Comparem. Vejam os meus ministros e os futuros do Lula. Ele não diz quem vai ser. […] Vai ter José Dirceu na Segov, Gleisi Hoffmann na Casa Civil, Dilma nas Minas e Energia […] Vai trazer essa quadrilha de incompetente para governar o Brasil. Não vai dar certo”, afirmou o candidato à reeleição.
Em meio a declarações sobre o segundo turno e a campanha, Bolsonaro passou a falar de Moraes. Em tom de voz elevado e expressão raivosa, criticou a decisão do ministro que quebrou o sigilo de mensagens de um assessor da Presidência, Mauro Cesar Barbosa Cid. A quebra do sigilo faz parte das investigações do inquérito das milícias digitais.
"O tempo todo usando a caneta para fazer maldade, tentar me tirar de combate, para desgastar. Já desafiei o Alexandre de Moraes, que vazou a quebra de sigilo telemático do meu ajudante de ordens, que é um crime o que esse cara fez. Esse cara fez um crime. Meu ajudante de ordem, em especial o Cid -- porque eu tenho quatro -- , é um cara de confiança meu", disse o presidente, aos gritos.
Bolsonaro reclamou de multa aplicada contra ele pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A Corte, presidida por Moraes, entendeu que Bolsonaro fez propaganda eleitoral antecipada ao reunir embaixadores estrangeiros em Brasília para disseminar informações falsas e infundadas contra as urnas eletrônicas.