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Prefeito mineiro defende separar Nordeste do Brasil após vitória de Lula
Uma parte significativa dos contratos da empresa de Vittorio Medioli, prefeito de Betim, foi reservada através do “orçamento secreto”
11/11/2022 22h05
Por: Redação Fala Piauí Fonte: Folha
Foto: reprodução

 

O prefeito de Betim (MG), Vittorio Medioli (sem partido), defendeu que o Nordeste seja separado do restante do Brasil, após o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencer em todos os estados da região. Em texto publicado no jornal O Tempo, do qual é dono, Medioli diz que a eleição mostrou que há "dois Brasis". "Um que produz mais e arrecada impostos, e outro, paradoxalmente mais carente, que vive das transferências. Dessa forma, a divisão territorial, por meio de um 'divórcio consensual', está com suas sementes se espalhando", escreveu o chefe do Executivo da cidade mineira, que fica na região metropolitana de Belo Horizonte.

Prefeito de Minas que quer separar Nordeste do Brasil tem milhões em contratos com governo Bolsonaro

A concessionária Deva Veículos, empresa de Vittorio Medioli, prefeito de Betim (MG) que defendeu a separação do Nordeste do Brasil, já assinou contratos com o governo de Jair Bolsonaro (PL) que somam mais de R$ 480 milhões.

Uma grande parte desse montante, cerca de R$ 123 milhões, foi reservada no Orçamento da União através das chamadas emendas do relator, conhecidas como “orçamento secreto”. Desde o início da gestão Bolsonaro em 2019, a Deva Veículos já recebeu pagamentos de R$ 230 milhões referentes aos contratos com a administração federal.

Codevasf

Só as emendas individuais do presidente da Câmara dos deputados, Arthur Lira (PP-AL), renderam empenhos de R$ 7,9 milhões à Deva. Ele é o parlamentar que mais direcionou emendas a contratos com a empresa.

Quase a totalidade dos pagamentos resulta de licitações ganhas pela concessionária para entrega de caminhões de vários tipos à estatal Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).Só em 2021 a Deva ganhou licitações para fechar contratos com a estatal que somam R$ 354 milhões. Em 2020, os valores com a Codevasf chegaram a R$ 98 milhões, e em 2019, cerca de R$ 15 milhões.

Com informações da Folha