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Entidades de defesa dos idosos cobram mais atenção do Estado com instituições de longa permanência

Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Audiência promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa Debatedores ouvidos pela Comissão d...

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Agência Câmara de Notícias
16/11/2022 às 17h25
Entidades de defesa dos idosos cobram mais atenção do Estado com instituições de longa permanência
Audiência promovida pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Debatedores ouvidos pela Comissão de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa da Câmara dos Deputados apontaram, nesta quarta-feira (16), falhas do Estado brasileiro no atendimento a pessoas idosas em instituições de longa permanência (Ilpis). Segundo eles, além do número insuficiente de Ilpis para dar conta do aumento da população idosa, o Brasil carece de uma radiografia das estruturas disponíveis, incluindo recursos humanos e financeiros, e da população assistida.

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As Ilpis são instituições governamentais ou não governamentais, de caráter residencial, destinadas ao domicílio coletivo de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos, com ou sem suporte familiar.

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Presidente da Frente Nacional de Fortalecimento das Ilpis, Karla Giacomin lamentou as dificuldades enfrentadas pelos brasileiros idosos que precisam de Ilpis. “O cenário atual aponta para a inexistência de uma política nacional de cuidados de longa duração. A expressão prática dessa lacuna é a oferta pública tanto reduzida quanto heterogênea dessas instituições”, observou.

Karla Giacomin explicou que “os cuidados de longa duração são o suporte que pessoas mais velhas precisam para realizar cuidados pessoais, tarefas domésticas e para manter suas relações sociais”. Ela afirmou que “esses cuidados podem se dar no âmbito do domicílio, da comunidade e das instituições”.

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Vejuse de Oliveira, que representou a Associação Cearense Pró-Idosos (Acepi), também apontou as carências no atendimento público a idosos. “A pandemia nos mostrou que as Ilpis existem em uma realidade de carências absurdas, com estruturas inadequadas, recursos humanos ainda insuficientes e orçamentos extremamente precários, uma total apatia do governo em relação a essas instituições”, disse.

Denis Bezerra pediu mais recursos orçamentários para assistência aos idosos
Denis Bezerra pediu mais recursos orçamentários para assistência aos idosos - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

O deputado Denis Bezerra (PSB-CE), que propôs a audiência pública, chamou atenção para o fato de os idosos representarem em breve ¼ da população brasileira; e defendeu mudanças no orçamento que comportem esse novo cenário. “Essa visão a gente só vai conseguir mudar, de fato, a partir do momento em que os parlamentares e o Executivo forem efetivamente cobrados pela população”, disse.

Cadastro
Promotor de Justiça no Ministério Público do Ceará, Elder Ximenes Filho apontou como essencial a criação de um cadastro nacional com dados oficiais sobre a oferta de Ilpis e sobre a população assistida, incluindo recursos humanos e financeiros disponíveis.

Representando a Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa, Renato Gomes reconheceu que, até 2019, o governo não contava com informações suficientes para planejar ações voltadas às Ilpis. Segundo ele, apenas com o início da pandemia de Covid-19 o governo passou a cadastrar essas instituições por meio de um formulário, recebendo 6 mil respostas.

Renato Gomes: as instituições precisam de recursos permanentes para prestar um serviço adequado
Renato Gomes: as instituições precisam de recursos permanentes para prestar um serviço adequado - (Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados)

Gomes acrescentou que o auxílio emergencial destinado às Ilpis durante a pandemia (Lei 14.018/20) permitiu que o governo beneficiasse cerca de 70 mil idosos em 2.117 instituições, com um total de R$ 165 milhões. Entretanto, ele reconheceu que essas ações não podem ser pontuais.

“Esses auxílios são pontuais, e o que as instituições de longa permanência precisam é de um modelo permanente, que esteja no Orçamento, para que as necessidades básicas sejam atendidas e elas tenham condições de prestar um serviço adequado. O Parlamento tem um papel fundamental nisso”, disse o secretário.

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