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'Não são um lugar onde as pessoas podem cometer crimes', diz Chico Lucas sobre as redes sociais

O secretário de Segurança do Estado do Piauí, Chico Lucas, falou sobre as metas e os desafios que sua pasta tem para o início da gestão.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: 180
12/01/2023 às 18h39
'Não são um lugar onde as pessoas podem cometer crimes', diz Chico Lucas sobre as redes sociais
Foto: 180GRAUS

O governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), realiza, na manhã desta quinta-feira (12/01), uma reunião na sede da Secretaria Estadual de Cultura (Secult), com todos os secretários que compõem a sua gestão. O secretário de Segurança do Estado do Piauí, Chico Lucas, falou sobre as metas e os desafios que sua pasta tem para o início da gestão. 

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"A meta é tentar resolver essa sensação de insegurança que passa algumas cidades do Piauí, principalmente Teresina, Parnaíba e Piripiri. Então a gente já tratou de um esforço concentrado em Parnaíba, Piripiri e em Piripiri nós tamos com tropas lá, além da Polícia Militar, da Polícia Civil e aqui em Teresina faremos um combate ao crime, principalmente furto de celulares e as facções, que foi uma dos projetos do plano de governo, essas são nossas metas", afirmou o secretário.

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Chico Lucas afirma que apesar dos episódios de atos antidemocráticos ocorridos no último domingo (08/01), terem tirado o foco da segurança do estado, o monitoramento de ações terroristas no Piauí está sendo realizado pelas equipes de inteligência, como também declarou que será realizada a responsabilização de servidores, que estiverem envolvidos em tais atos.

"Infelizmente tivemos esse episódio no domingo, que tirou a gente um pouco do foco, vamos ter também que monitorar possíveis ações terroristas no território do Piauí, isso está sendo feito pela inteligência e também responsabilizar os servidores que estimulam ou participam dos atos antidemocráticos. Alguns nomes [de piauienses envolvidos nos atos em Brasília] já foram identificados. A gente não sabe exatamente se saíram daqui que já estavam lá, mas temos alguns piauienses já presos, o ministro Alexandre de Moraes definiu que a competência será da Polícia Federal de Brasília, então a gente aqui tá subsidiando com informações. Mas há piauiense sim e a gente tá monitorando os grupos de Teresina para saber se há da parte deles, algum planejamento para essas ações", afirmou Chico Lucas.

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Sobre os piauienses envolvidos nas ações golpistas, Chico Lucas disse que levantamentos estão sendo efetuados para saber ao certo quantos estiveram presentes, mas que inicialmente se tem a informação de duas pessoas.

"Olha, exatamente a gente não tem um número, a gente soube de dois piauienses em primeiro momento, mas como as autuações ainda estão acontecendo, ou seja, foram mais de cinquenta e sete horas de trabalho na Polícia Federal, a gente ainda não cruzou e não consolidou todas as informações", relatou.

Chico Lucas falou, ainda, sobre as possíveis punições que podem ser aplicadas aos servidores das polícias militar e civil, que estiveram envolvidos ativamente ou facilitando que ocorressem os atos em Brasília. 

"Não, veja só, se sou servidor e faço um juramento quando assumo uma função pública, principalmente na segurança de defender o ordenamento jurídico, defender a ordem legal, de cumprir a constituição federal, a constituição do estado e eu estimulo a violência, estimulo atos antidemocráticos, eu estaria descumprindo a minha missão, por isso a gente já instaurou o processo de disciplinares contra policiais civis, delegados e policiais militares que tenham participado de atos, principalmente daqueles que pregam a violência contra o estado democrático de direito. Terá uma comissão processante e se houver a responsabilização deles, eles podem ser, inclusive, demitidos se ficar provado que eles cometeram crimes e que eles infringiram o estatuto dos servidores públicos civis, no caso dos policiais civis e no caso os policiais militares, se eles estiverem descumprindo as suas determinações éticas e morais, eles têm o dever de cumprir a ordem. Se sou um policial que tenho o dever de cumprir a ordem, estou estimulando a violência, então devo estar nas fileiras da polícia", afirmou o secretário.

O advogado afirmou, também, que as atuações nas redes sociais não passam despercebidas e que pessoas que incitam violência nas mesma serão responsabilizadas por seus atos. "A gente tem que ter ideia de que as redes sociais elas não são um lugar onde as pessoas podem cometer crimes, então se uma pessoa incita a violência na rede social ela vai ser responsabilizada também porque se eu pregar a violência, a morte, ameaça ou praticar de alguma maneira algum crime contra honra ela terá que ser responsabilizada", finalizou Chico Lucas. 

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