
O jornalista Arimatéia Azevedo, que foi preso pelo crime de extorsão, foi transferido na tarde desta terça-feria (16) para a Penitenciária Regional Irmão Guido, localizada na BR 316, na zona rural sul de Teresina. Arimatéia estava preso no 12° Distrito Policial, na zona leste, deste o dia 12 de junho.
Com a negação do pedido de prisão domiciliar para o jornalista, a transferência foi realizada hoje. Segundo o juiz Valdemir Ferreira, da Central de Inquéritos, a materialidade do crime está presente nos autos de forma bem clara e segura e que o relatório da polícia apresentou prints de conversas entre a vítima da extorsão, médico Alexandre, e o jornalista.
Para evitar outros crimes, como calúnia, o juiz determinou que o portal, em que o jornalista atua, não faça publicações relacionadas à vítima, ao Greco e aos que trabalham no grupo, sob pena de multa de R$ 5 mil por dia de publicação.
O jornalista estava sendo investigado por extorsão a um médico. Um professor da Uespi identificado como Francisco Barreto, ligado a Arimatéia, também foi preso na operação, como coautor do crime.
Conforme as investigações, o jornalista extorquiu o médico, e caso ele não realizasse o pagamento de R$ 50 mil, que logo depois baixou para R$ 20 mil, o fato envolvendo o erro médico de Alexandre seria divulgado e repercutido negativamente. O médico acabou cedendo e realizou o pagamento para uma pessoa de confiança do jornalista, que foi professor Barreto, que também foi preso durante a operação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO).
