21°C 38°C
Teresina, PI
Publicidade

Defensoria Pública apresenta relatório do projeto ‘Meu nome, Meu Orgulho’

Iniciativa é desenvolvida pela instituição desde o ano de 2018 e tem como objetivo a retificação de prenome e gênero no registro civil, direcionadas ao público não-binário, travestis e transexuais.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Secom Piauí
01/03/2023 às 14h45
Defensoria Pública apresenta relatório do projeto ‘Meu nome, Meu Orgulho’
Foto: Reprodução/Secom Piauí

Aconteceu na manhã desta quarta-feira (01) a apresentação do relatório de ações desempenhadas pela Defensoria Pública do Estado do Piauí (DPE/PI), através do projeto “Meu Nome, Meu Orgulho”. A iniciativa desenvolvida pela instituição desde o ano de 2018 tem como objetivo a retificação de prenome e gênero no registro civil, direcionadas ao público não-binário, travestis e transexuais.

Continua após a publicidade

“O projeto ‘Meu Nome, Meu Orgulho’ é muito importante, pois possibilita que a gente tenha a nossa identidade reconhecida, porque, se nos reconhecemos com a identidade feminina, a gente tem que ser tratada pela nossa identidade de gênero, que representa quem eu sou”, diz Monique Santos, presidenta da Associação de Travestis e Transexuais do Piauí (Atrapi) e primeira mulher a ter o seu prenome e gênero retificados através do projeto ‘Meu Nome, Meu Orgulho’, durante a primeira atividade do projeto, realizada em 2018.

Continua após a publicidade

Sobre as mudanças decorrentes da retificação em sua documentação, Monique destacou que ter em seus documentos o nome e gênero retificados representa um grande passo na busca por defender os direitos das pessoas trans e à identidade de gênero.

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

A coordenadora do projeto, defensora pública Patrícia Ferreira Monte Feitosa, falou sobre a importância da iniciativa. “O projeto ‘Meu Nome, Meu Orgulho’ só foi possível ser realizado a partir do Provimento nº 73, de 2018, do Conselho Nacional de Justiça, permitindo e regulamentando a possibilidade de alteração de nome e identidade de gênero, a partir disso começamos a fazer ações não só de atendimento, como também educação em direitos, bem como interlocução em diversos órgãos, que facilitasse o acesso dessas pessoas a esse direito”, comentou.

Segundo Patrícia Monte, a alteração de prenome e gênero constitui apenas o primeiro passo na busca pela efetivação dos direitos desse público, dada a sua condição de vulnerabilidade e exclusão social. “Para se definir políticas públicas eficientes e efetivas, você tem que identificar o público alvo, para que o Estado comece a fazer as políticas de segurança, saúde e de inclusão no mercado de trabalho”, enfatizou.

A defensora destaca também que os atendimentos referentes a retificação de prenome e gênero podem ser realizados a qualquer momento, não sendo necessário aguardar uma atividade específica do projeto. “Esse atendimento é realizado através da Diretoria de Primeiro Atendimento, na sede da Instituição, no Núcleo de Direitos Humanos e Tutelas Coletivas (NDTC), localizado na Unidade Fátima, ou por atendimento remoto, através do número: 9 9426-1053. No site da Defensoria disponibilizamos as informações sobre quais os documentos necessários para realizar o procedimento”, esclareceu Patrícia Monte.

A secretária de Estado da Assistência Social, Trabalho e Direitos Humanos, Regina Sousa, avalia a importância do projeto, como destaca: “Todos nós temos um nome a zelar, então é uma questão muito importante esse projeto desenvolvido pela Defensoria Pública do Piauí, que possibilita que a pessoa tenha em seus documentos o nome e o gênero que aquela pessoa quer ser chamada, ter o direito de retificar o seu nome, mesmo depois de adulta, seja porque não lhe agrada, ou lhe causa constrangimento. É sempre bom ter essa oportunidade de ter o nome que você quer usar nos seus documentos”, disse a secretária, lembrando ainda que os órgãos e instituições envolvidos nesse processo precisam vislumbrar também o futuro dessas pessoas, como em relação ao cadastro junto ao INSS por exemplo, para que não lhes sejam negados nenhum direito.

Defensoria Pública apresenta relatório do projeto ‘Meu nome, Meu Orgulho’
Foto: Reprodução/Secom Piauí

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

 

Continua após a publicidade

O defensor público Geral do Estado do Piauí, Erisvaldo Marques dos Reis, falou sobre os dados apresentados no relatório do projeto. “Uma das metas, quando assumi a gestão da Defensoria, em 2019, era ampliar a atuação em Direitos Humanos na Instituição, e assim foi feito. E a meta foi obtida com muito êxito, muito além de nossas expectativas, com atuação da cada Defensor e Defensora nos seus Núcleos e ao alcance dos projetos desenvolvidos, e entre eles, o projeto Meu Nome, Meu Orgulho, que é um projeto que veio para ficar”, destacou.

Participaram da solenidade, entre outras autoridades, o secretário de Justiça do Estado do Piauí, Coronel Carlos Augusto, a diretora de Defesa Social da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-PI), Tenente-Coronel Elizete Lima, a coordenadora do Grupo Matizes, Marinalva Santana, o desembargador Olímpio José Passos Galvão, do Tribunal de Justiça do Estado do Piauí; o Subprocurador-Geral de Justiça, Hugo Moura;  o deputado estadual Fábio Novo; a vereadora Pollyanna Rocha; o ouvidor-geral do Piauí, professor Raimundo Dutra de Araújo; a Defensora Pública Rosa Viana Formiga representando a Associação Piauiense de Defensoras e Defensores Públicos (Apidep), o Ouvidor-Geral da Defensoria Pública do Piauí, Djan Moreira, além de representantes de vários movimentos sociais.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias