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Vazamento de gás que destruiu restaurante Vasto em Teresina pode ter sido iniciado por um gato; veja o laudo

A análise da explosão no restaurante Vasto, do grupo Coco Bambu, ocorrida em dezembro do ano passado na zona leste de Teresina, foi concluída pela perícia criminal.

Por: Redação Fala Piauí
09/03/2023 às 17h37
Vazamento de gás que destruiu restaurante Vasto em Teresina pode ter sido iniciado por um gato; veja o laudo
Foto: reprodução

A Secretaria de Segurança Pública do Estado do Piauí, por meio do Instituto de Criminalística, divulgou nesta quinta-feira (09/03) o laudo pericial referente à explosão ocorrida no Restaurante Vasto, localizado no Bairro Jóquei Clube, em Teresina, no dia 21 de dezembro de 2022. O estabelecimento foi destruído pela explosão, que deixou um funcionário ferido.

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De acordo com o laudo pericial, a hipótese mais provável da causa da explosão foi um vazamento de gás na rede secundária da cozinha do Restaurante Vasto, provavelmente devido a um defeito ou mau funcionamento no regulador de gás ou em algum equipamento. A saturação da massa de gás no ambiente teria ocorrido, resultando na ignição positiva por contato com faísca elétrica gerada ao toque de um interruptor de acionamento de exaustor.

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No dia da explosão, o vigilante Felipe Nabuco de Melo estava de serviço e relatou em depoimento que ouviu um ruído semelhante a "algo estourando" e um som de vazamento de gás, seguido de um cheiro forte de gás. Ele tentou entrar em contato com o gerente do restaurante e com o Corpo de Bombeiros, mas sem sucesso. Após isso, ele alertou os vigilantes do restaurante Coco Bambu, Jonas Pereira e Rogério Gualberto, e se deslocou para a área externa do restaurante. A explosão ocorreu às 6h30min, quase três horas após o vazamento de gás.

Imagens aéreas após a explosão indicaram que os destroços do restaurante apontavam para a cozinha como epicentro da explosão. Utilizando-se de imagens aéreas produzidas por drone, foram constatados vários vetores de dissipação de destroços convergindo para a cozinha do Restaurante Vasto. Um dos vetores foi uma parte da parede da cozinha, que continha o revestimento cerâmico usado na cozinha. Esse pedaço de parede teve uma projeção de aproximadamente 60,0m em linha reta, cruzando a Rua Joca Vieira e ultrapassando uma barreira edificada.

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O laudo pericial também identificou a presença de um animal doméstico de estimação, um gato, nas dependências da cozinha pelas imagens do CFTV. O felino transitava pela cozinha em vários pontos em horário compatível com o momento em que o vigilante sentiu o vazamento de gás. Os peritos relataram que o animal não pertencia ao restaurante e que sua presença no local era desconhecida. Devido ao porte e tamanho do gato, os peritos afirmaram que ele poderia ter provocado um possível acionamento acidental de equipamento ou mesmo retirado a mangueira de acoplamento, visto que no local foram identificadas conexões de mangueira por abraçadeira de pressão. O horário em que o felino foi visto nas imagens é compatível com o horário relatado pelo vigilante em que ouviu um barulho vindo da cozinha e posteriormente o cheiro de gás.

 

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