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Mulher fica tetraplégica por sete meses após quadro de diarreia

Ela foi diagnosticada com a síndrome de Guillain-Barré

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Pleno news
23/05/2023 às 18h08
Mulher fica tetraplégica por sete meses após quadro de diarreia
Foto: reprodução

Uma jornalista, de 39 anos, ficou sete meses tetraplégica após ter diarreia. Valéria Amaral contou sua história com a síndrome de Guillain-Barré revelando dos primeiros sintomas até chegar ao diagnóstico.

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Segundo Valéria, tudo começou no início de 2022 quando apresentou um quadro leve de diarreia causado por infecção intestinal. Os sintomas eram desconforto e cólica.

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Uma semana depois, os braços da profissional de Comunicação começaram a adormecer e, ao longo do dia, ela foi perdendo as forças e os movimentos. Até trabalhos simples como digitar no celular e acender o fogão ficaram impossíveis.

Foi então que Valéria procurou um hospital, onde vários exames foram feitos para investigar se poderia ser um acidente vascular cerebral (AVC). A segunda hipótese acabou se confirmando: síndrome de Guillain-Barré.

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Essa síndrome é uma doença autoimune rara que afeta os nervos do sistema nervoso periférico e, no caso da jornalista, atingiu seus movimentos do corpo.

Ainda nos hospital, Valéria foi travando e não conseguiu mais mexer o corpo.

– No final do mesmo dia, não mexia quase nada. Não sentava mais sozinha. Colocaram fralda e um acesso venoso para medicação. A enfermeira dava comida na minha boca – revelou ela ao UOL.

Foram sete meses sem conseguir mexer nada abaixo do pescoço, com muitas dores e dificuldades para respirar.

– Como complicações, tive trombose bilateral nos pulmões, sepse e dengue. Mas me recuperei. Atrasou um pouquinho a minha reabilitação. Entre idas e vindas, fiquei três meses hospitalizada no total – diz a jornalista que contou com ajuda de sua família para enfrentar o problema.

A síndrome de Guillain-Barré tem como característica uma piora aguda e progressiva e, depois, uma melhora do quadro. Com Valéria foi exatamente assim e seus movimentos voltaram.

Agora, ela faz fisioterapia e tratamentos para se recuperar das sequelas deixadas pela doença.

A ligação da diarreia com a síndrome rara é explicada pelo neurologista Frederico Lacerda. Segundo o médico, um dos agentes mais comuns para desenvolver a doença é a bactéria Campylobacter e, nesses casos, o problema se torna mais grave e demora mais para responder ao tratamento.

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