
A empresária Francisca Danielly Mesquita Medeiros, acusada de manter a afilhada em situação análoga à de escrava por 15 anos em Teresina, teve a prisão domiciliar concedida pela Justiça. Ela vai ser monitorada por uma tornozeleira eletrônica. A empresária deixou o sistema prisional desde a noite de terça-feira (6).
A suspeita foi presa temporariamente no dia 23 de maio e teve a prisão preventiva decretada três dias depois. Com a concessão de liberdade, ela deve ficar em prisão domiciliar para cuidar do filho, um menino de 10 anos com autismo severo, e de seu filho caçula, de 8 anos.
"[...] Apesar de graves os fatos criminosos supostamente perpetrados pela paciente, observa-se que, na atual conjuntura, sua prisão domiciliar atende melhor aos princípios da proteção integral e da prioridade absoluta da criança", escreveu o juiz Sebastião Ribeiro Martins na decisão.
O juiz, que julgou o recurso colocado pela defesa, deixou a recomendação ao juiz responsável pelo processo que determine visitas periódicas de assistentes sociais à casa da empresária, para que se verifique se ela está cuidando de fato das crianças.