
A Polícia Civil informou que as testemunhas têm "dificultado" a investigação sobre os assassinatos dos amigos Francivânio Mendes e Francisco de Assis Lopes Filho. Caso seja constatado que há tentativa de prejudicar as investigações, a polícia pode pedir a prisão de testemunhas.
Eles foram mortos em uma barraca de praia de Luís Correia, litoral do Piauí, no domingo (25). As pessoas que estavam no local já tinham sido ouvidas logo após o crime e estão sendo chamadas a depor novamente em Teresina.
Segundo o delegado geral Lucy Keiko, várias testemunhas ouvidas e nenhuma prestou informações relevantes sobre o caso, especialmente o que pode ter motivado o crime. Ele falou ainda que está encontrando resistência por parte do proprietário da barraca, onde o crime ocorreu, para obter imagens de câmera de segurança.
A polícia pede que quem tiver informações sobre os suspeitos deve fazer denúncias anônimas por esse link.
Gustavo Francisco de Assis e Francivânio Mendes foram mortos por quatro homens que chegaram ao local em duas motocicletas e atiraram contra eles, por volta das 15h. Segundo a Polícia Militar, não houve discussão antes dos tiros.
Eles faziam parte de um grupo de turistas de Teresina que viajava em excursão para o litoral do estado. A motivação para o crime ainda é desconhecida. Nenhum suspeito foi preso ou identificado. O caso será investigado pela Polícia Civil.
A polícia informou que os amigos Francivânio Mendes e Francisco de Asssis Lopes Filho não tinham passagens pela polícia, segundo o delegado de policiamento do interior, Célio Benício.
Para o delegado, o crime tem características de execução. A Polícia Civil investiga se o crime foi motivado por uma discussão entre as vítimas e os criminosos. Ainda não se sabe o que teria causado o desentendimento.
"Estamos tentando esclarecer o que aconteceu. Várias pessoas se confraternizando e se tiverem mais vídeos possam enviar a polícia. Algumas informações estão chegando", informou.
Além de Francivânio e Gustavo, outras duas pessoas foram baleadas: Isabel Ribeiro e Manoel dos Anjos. Os dois foram levados para o Hospital Dirceu Arcoverde, em Parnaíba. Isabel teria sido atingida de raspão e recebeu alta. Manoel continua internado e aguarda cirurgia ortopédica.
Os velórios dos amigos de infância foram marcados por comoção e pedidos de justiça pelas famílias das vítimas. Francisco de Asssis Lopes Filho, 29 anos, trabalhava como pedreiro. E Francivânio Mendes, 38 anos, era sapateiro.
"Os dois eram trabalhadores, amigos de infância, infelizmente por uma covardia perdemos eles. Nunca foram envolvidos com nenhum crime, não mexiam com ninguém. Estamos só divertindo, era uma viagem que eles faziam todos os anos. Queremos justiça pelo o que aconteceu", disse a prima de Francisco de Assis, Daniele Lima.