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Jovem tem membros amputados após infecção urinária

Gabrielle Barbosa sofreu uma sepse e precisou retirar mãos e pés para sobreviver

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Pleno news
28/06/2023 às 18h18
Jovem tem membros amputados após infecção urinária
Foto: reprodução

Um diagnóstico de infecção urinária em uma jovem de 20 anos evoluiu para um grave quadro de sepse e acabou levando à amputação das mãos e pés da paciente. O caso aconteceu com Gabrielle Barbosa, moradora de Franca, em São Paulo.

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Segundo informações do jornal O Globo, Gabrielle descobriu que estava com infecção urinária em dezembro de 2022 e foi tratada com antibióticos. Um mês depois, ela retornou ao hospital, tendo sida considerada curada pela equipe médica.

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Em março, contudo, a jovem começou a sentir dor nos rins e voltou a uma unidade hospitalar, onde foi diagnosticada com cólica renal. Após receber medicamento intravenoso, ela foi liberada. Tão logo que chegou em casa, porém, Gabrielle apresentou vômitos, desmaio e saturação baixa.

Levada às pressas para o hospital por meio do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), Gabrielle passou por exames que apontaram que ela estava com uma sepse, também chamada de infecção generalizada.

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– A condição torna-se generalizada quando a infecção dos rins evolui e a concentração da bactéria aumenta na corrente sanguínea, causando a chamada sepse. O resultado é bem mais grave, pois o paciente pode ter uma tendência a gerar coágulos sanguíneos que impedem a irrigação das extremidades. Sem fluxo de sangue, o tecido dos membros morre e é preciso fazer a amputação – explicou o médico urologista Mario Fernandes Chammas, do Hospital DF Star.

Foi o caso de Gabrielle, que chegou a ser entubada e ter duas paradas cardíacas.

– Fiquei em coma induzido por seis dias e, quando acordei, vi que minhas mãos e pés estavam enfaixados. Os médicos demoraram um pouco para me falar que precisariam fazer a amputação, mas eu já sabia – refletiu.

As cirurgias de amputação foram realizadas nos dias 18 e 19 de abril. Gabrielle conta ter reagido de forma “tranquila”, querendo saber apenas se poderia ter uma vida “normal” e o mais “independente” possível.

Atualmente, ela passa por fisioterapia e sessões com psicólogo, se considerando “imensamente feliz por estar viva”. Com ajuda de rifas e financiamento coletivo, ela está se preparando para adquirir próteses e quer se tornar influenciadora digital. Ela conquistou mais de 200 mil seguidores no Instagram.

– Eu sempre pensei que existem pessoas boas, mas nunca imaginei que fossem tantas. Estou muito feliz porque vejo que a bondade do mundo prevalece. Tem gente que não ajuda com dinheiro, mas tenho recebido muitas mensagens lindas e orações também. É muito bonitinho ver esse carinho. Não é porque aconteceu uma coisa ruim que está tudo acabado. Tudo tem um recomeço – garantiu.

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