Polícia Brasil
Parnaíba está entre as 40 cidades mais violentas do Brasil
Taxa de mortalidade na cidade ficou em 46,3 por grupo de 100 mil habitantes. Relatório divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública nesta quinta-feira (20) reúne dados relacionados à violência no estado.
20/07/2023 17h38
Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
Foto: reprodução

Parnaíba, no litoral do Piauí, ocupa a 38ª posição no ranking de cidades mais violentas do Brasil, segundo a 17ª edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (20). O órgão analisa a taxa de mortes violentas intencionais. Na cidade, a taxa de mortalidade ficou em 46,3 por grupo de 100 mil habitantes.

O número corresponde à soma das vítimas de homicídio doloso - incluindo femincídios, roubos seguidos de morte, lesão corporal seguida de morte e mortes decorrentes de intervenções policiais em serviço e fora.

“Os dados são referente a anos pretéritos. Vamos melhorar ainda, mas já caiu o índice de criminalidade lá. A planície litorânea está, sem dúvidas, entre as prioridades da segurança pública. Vamos atuar de forma mais intensa justamente onde houver notícias de células criminosas”, comentou o delegado-geral da Polícia Civil, Luccy Keiko.

Segundo o delegado, Parnaíba vai receber quatro novos delegados, a fim de reforçar o combate à violência. Na terça-feira (18), o Governo do Piauí publicou um decreto que cria a delegacia de Cajueiro da Praia, também na região litorânea.

Anuário Brasileiro de Segurança Pública

O anuário divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) nesta quinta-feira (20) reúne dados diversos, como o número de mortes violentas, crimes de ódio e contra o patrimônio.

O levantamento revela também que os furtos e roubos de veículos aumentaram no ano passado em comparação a 2021. No Piauí, 6.816 carros foram furtados e roubados em 2022, um aumento de 6,2% em relação à 2021, que teve 6.420 registros. É como se 18 veículos fossem furtados e roubados por dia.

Além disso, o número de desaparecimentos no Piauí aumentou mais de 49% entre 2021 e 2022. Em 2021, 319 pessoas foram consideradas desaparecidas. Já em 2022, o número chegou a 480.

A denúncias de crimes de ódio também tiveram aumento no estado, em 2022. Os crimes de racismo no estado, por exemplo, aumentaram 65,3% em um ano. O levantamento indica que 43 denúncias foram registradas em 2022, contra 26 em 2021. Quanto aos casos de injúria racial, foram 264 registros em 2022, um aumento de 20% em relação ao ano anterior, que teve 243.