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Lojas alvo de operação emitiam notas fiscais falsas para vender celulares roubados

O delegado Matheus Zanatta informou que as lojas alvo da operação Interdidatos IV, deflagrada nesta terça-feira (22), emitiam notas fiscais falsas para vender celulares e outros produtos eletrônicos roubados.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: cidadeverde.com
22/08/2023 às 14h25
Lojas alvo de operação emitiam notas fiscais falsas para vender celulares roubados
Foto: reprodução

O delegado Matheus Zanatta informou que as lojas alvo da operação Interdidatos IV, deflagrada nesta terça-feira (22), emitiam notas fiscais falsas para vender celulares e outros produtos eletrônicos roubados. A investigação foi iniciada após pessoas identificadas com aparelhos roubados serem intimadas a comparecer na Secretaria de Segurança no último dia 28 de julho. Segundo o delegado, algumas dessas pessoas apresentaram notas fiscais dos celulares roubados que tinham sido adquiridos em lojas no shopping da Cidade e na cidade de União.

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"Essas lojas começaram a ser investigadas, porque as pessoas que intimamos informaram que compraram celulares nas respectivas lojas", destacou o delegado, que explicou que também foram emitidas notas falsas. "Durante as intimações que nós fizemos, percebemos que algumas pessoas que venderam os celulares, como forma de persuadir, e enganar o cidadão, entregaram nota fiscal falsa, e não foi só um caso. Inclusive que fez a revenda serão indicadas", disse o delegado.

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Os empresários não são reincidentes e vendiam celulares e acessórios. Todos os materiais apreendidos serão encaminhados para a Receita Federal que irá identificar quais outros crimes eles se enquadram.

O auditor fiscal Eduardo Leite, da Receita Federal, informou que irá analisar a venda de produtos falsificados e os importados onde não houve pagamento de impostos.

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"A presença da Receita ostensiva tem sido muito grande na nossa região, temos feito trabalho incansável ao contrabando e venda de produtos falsificados. Essa integração entre os órgão tem sido importante. Assim como a maioria do comércio popular tem produtos contrafeitos que são produtos que ostentam marcas que não lhe pertencem, assim como por descaminho, que são produtos importados que entraram de foram irregulares", destacou.Os empresários serão intimados nos próximos dias. "As lojas que sofreram busca são investigados por receptação qualificada, nos próximos dias vamos interrogar os investigados. A segurança pública vai ser dura com essas loja, se vender com restrição pode ter certeza que vão receber a segurança pública e vamos suspender as atividades dessas lojas", afirmou.

A quantidade de produtos apreendidos ainda está sendo contabilizada pelas equipes da Secretaria de Segurança. 

Zanatta destacou que a intenção é levar esse tipo de ação para o interior. "Vamos estender para todo o interior do estado, hoje estendemos para União e queremos levar para outras cidades do Piauí", explicou.

Empresário deve perder toda a mercadoria

"A Polícia Civil vai encaminhar esses produtos para a Receita Federal. Lá a gente vai intimar  o proprietário a comprovar se há uma entrada regular no país. Muito provavelmente não é comprovado e é aplicada pena de perdimento nessa mercadoria. A polícia ainda  vai apurar o crime de descaminho e por entrar com mercadoria estrangeira, com inquérito próprio", disse o auditor da receita.

Os empresários podem responder por mais crimes, pois a investigação continua.

Consumidor deve ficar atento

O auditor Eduardo Leite alertou ao consumidor que se a empresa apresentar uma nota fiscal, o consumidor precisa conferir no site da Nota Fiscal Eletrônica para saber se ela é verdadeira, já que nessa operação alguns envolvidos também emitiram nota falsa. 

"É uma falsificação de documento público, e o conselho é que ao comprar um celular e a pessoa apresentar uma Nota Fiscal, entre no site da Fiscal Eletrônica, digite o número e compare se realmente é isso. Pois hoje é fácil emitir um Danfe que é só um auxiliar da nota fiscal", explicou o auditor Eduardo Leite. Assim como é possível conferir também no site da Anatel.

Na operação, todas as quatro lojas que vendiam celulares e acessórios em Teresina tiveram as atividades suspensas.

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