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Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja

Um dos presos, apontado como líder do esquema, Anderson Ranchel Dias de Sousa ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
06/09/2023 às 15h43
Operação Prodígio: prints mostram conversas entre membros de grupo suspeito de obter R$ 19 milhões em fraudes bancárias; veja
Foto: reprodução

Prints de conversas entre membros do grupo suspeito de integrar um esquema de fraude bancária que obteve R$ 19 milhões mostram como eles planejavam os golpes. Ao todo, cerca de 30 pessoas foram presas pela Polícia Civil do Piauí durante a Operação Prodígio, nessa terça-feira (5).

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Segundo a polícia, pessoas eram integradas ao esquema para abrirem contas bancárias com dados falsos e obter crédito para, futuramente, obterem valores emprestados e depois não pagarem a instituição. Alguns dos suspeitos presos têm entre 18 e 21 anos e diziam ser médicos e engenheiros para abrir contas bancárias, daí o nome da operação. Um dos presos, apontado como líder do esquema, Anderson Ranchel Dias de Sousa ostentava uma vida luxuosa nas redes sociais.

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Ele viajou mais de 10 vezes para os Estados Unidos, dirigia uma BMW de R$ 350 mil e tinha destaques no Instagram para cada país visitado, entre eles, França, Holanda, Argentina e Portugal

Conforme a polícia, os prints mostram conversas de membros do grupo com ele e entre si, dando indícios de que ele realmente liderava o esquema. As investigações do caso iniciaram há cerca de um ano e meio, após a esposa de um dos suspeitos presos denunciar a fraude do grupo depois de sofrer violência doméstica do marido.

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A fraude consistia em buscar pessoas para abrir contas bancárias com dados falsos (como profissão e renda) que levassem o banco a aumentar o limite de crédito desse cliente.

Uma vez aberta a conta, a associação criminosa simulava uma série de transações bancárias para “esquentar” a conta, de forma que o banco entendesse que aquela renda declarada era legítima.

Para levantar o dinheiro das contas da instituição financeira, o núcleo financeiro da associação criminosa se valia de empresas fantasmas e meios de pagamento diversos (cartão de crédito, boleto bancário) que envolvem múltiplas empresas do sistema financeiro.

Tudo para dificultar a ação de investigação policial. A fraude terminava quando o grupo criminoso acreditava ter atingido o máximo de limite de crédito possível, retiravam o valor máximo de empréstimo e “tombavam” o banco, não realizando mais qualquer pagamento.

 

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