Um vídeo enviado à TV Clube por acompanhantes de pacientes internados na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Renascença, na Zona Sudeste de Teresina, mostra pacientes em macas e cadeiras de rodas nos corredores da unidade. Um paciente com a perna quebrada aparece deitado no chão, sobre travesseiros.
Uma acompanhante de um paciente, que não quis se identificar, afirma que a UPA está superlotada e que faltam medicamentos. Disse ainda que os banheiros estão interditados, e também que falta água para higiene pessoal. Ela acompanha o pai, de 60 anos, que sofreu um acidente de moto."Não tem leito, não tem cama disponível, tem paciente que nem maca tem. Hoje o paciente ficou deitado na cadeira o tempo todo em pé. Aí foi que uma pessoa cedeu a cadeira, que é do acompanhante daqui de um leito. Tá critico, viu. A situação tá crítica. É muita quentura, não tem banheiro...", afirma a acompanhante.
O técnico de refrigeração Jailson Andrade, pai do paciente com a perna quebrada que aparece no vídeo deitado no chão, contou que ele e o filho aguardam há dez dias a transferência para o Hospital de Urgência de Teresina (HUT).
"Pelo tempo que a gente tá aqui, isso vai causando um estresse. A gente fica tentando buscar informações, em que posição da regulação ele está, mas os funcionários não respondem à gente bem, quando respondem, é com ignorância. Então, eu não posso dizer que ele esteja bem no momento", disse Jaílson.
A Fundação Municipal de Saúde (FMS) informa que a demanda está alta na UPA do Renascença, que atende em média 15 mil pessoas por mês. A unidade é a responsável por ser porta aberta em casos de ortopedia, e por ser SUS, atende pessoas não só da capital, mas de muitas outras cidades do Piauí e outros Estados. A FMS ressalta que está fazendo todo o possível para atender bem toda a demanda e informa ainda que não há nenhum paciente no chão.
Os banheiros não estão interditados. Os ventiladores e ar condicionados estão funcionando e recebem diariamente equipes de manutenção para que fiquem funcionando. Não está faltando medicação e as equipes de saúde estão com escalas completas 24 horas, com clínicos gerais, pediatras, ortopedistas, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, dentre outros profissionais.