Polícia Piauí
Família acredita que estudante foi morto por estudar em área de atuação de facção e cobra atuação da polícia
O pedreiro Almir Rogério Lopes da Silva, de 43 anos, que é padrasto de Marcos Vinicius da Costa Barros, que foi morto a tiros na Escola Antônio Tarcísio, afirmou que o estudante não tinha envolvimento com o mundo do crime.
07/11/2023 17h44
Por: Redação Fala Piauí Fonte: cidadeverde.com

O pedreiro Almir Rogério Lopes da Silva, de 43 anos, que é padrasto de Marcos Vinicius da Costa Barros, que foi morto a tiros na Escola Antônio Tarcísio, afirmou que o estudante não tinha envolvimento com o mundo do crime. A família acredita que ele pode ter sido morto porque ele mora em uma área que tem atuação de uma facção, no residencial Árvores Verdes, e estuda em escola que fica em área de outra facção, no bairro Santa Bárbara.

Segundo a família, o estudante de 17 anos viu os suspeitos do crime e chegou a pedir proteção para a direção da escola. O Cidadeverde.com apurou que o jovem conversou com a direção normalmente e não chegou a relatar qualquer tipo de ameaça. O portal também entrou em contato com a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e aguarda posicionamento. 

"Ele pediu proteção. Foi antes do fato ocorrer. Ele estava dentro da escola, quando ele saiu para o pátio ele avistou os autores que estavam do lado de fora. Eu não sei me dizer se ele estava esperando, só sei que ele voltou para trás", afirmou.

A família disse que o jovem nunca relatou qualquer ameaça e acredita que foi morto por engano.

"Eu vou dizer que ele foi pego por engano, porque ele não era envolvido com nada. Ele foi pego por engano. Então, ele era só de trabalho, para casa, estudar e somente isso que ele sabia. Com certeza, ele foi confundido com alguém. Ele morreu de laranja", declarou.

O padrasto criticou a falta de segurança da região, principalmente na escola, já que o crime ocorreu quando tinha vários alunos.

"Tantos inocentes que estão perdendo as vidas. Era para as autoridades colocarem pelo menos no mínimo, três ou dois policiais em cada colégio. Que custo tem? Os nossos impostos estão servindo para quê? É para isso, entendeu? E aí, eles estão vendo a matança acontecendo, e as autoridades não tomam providências. Então, quer dizer que vai ter que morrer mais jovens, para eles poderem fazer alguma coisa? Na época da eleição, eles acham de vir na casa do pobre, quando está precisando do povo, mas quando o povo precisa, cadê o serviço? Outros jovens vão ter que morrer mais, para ter que tomar uma atitude?", questionou.

O líder comunitário Francisco Gomes afirmou que a região do Árvores Verdes não possui escola de ensino fundamental e médio, e que o fato dos alunos estudarem em outra região já era uma preocupação, devido à briga entre facções.

"Nossos meninos estudam em colégios de bairros vizinhos, mas por conta de facções, tem essa rivalidade, essa briga. Infelizmente está acontecendo o que ocorreu com esse menino, no qual não participava de crime, era um menino que vivia só do serviço, era estudante, ajudava dentro de casa. Infelizmente, a gente está perdendo os nossos jovens. Eu mesmo digo que estou com ansiedade, minhas filhas vão estudar só esse ano nesse colégio. Eu vou tirar minhas filhas. Porque a gente acha que a criança, os nossos filhos estão guardados dentro do colégio, estudando, e acontece um crime nesse estado. Infelizmente, nós chegamos a esse ponto. A gente está andando em um bairro de vizinhos e tem que ter cuidado, correndo o risco de ser morto a qualquer momento. Mesmo você não fazendo parte de nada, de facção, nem de crime nenhum. É triste", afirmou.