
O primeiro dia de reabertura do comércio no cento da capital foi marcado pela enorme quantidade de pessoas que foram ao Centro de Teresina nessa segunda-feira (27). Na porta de alguns estabelecimentos, filas e nenhuma organização, o que desrespeitou os decretos da prefeitura de Teresina. Em alguns casos, a Guarda Civil Municipal precisou intervir para organizar e evitar aglomerações, tentando evitar a disseminação do novo coronavírus.
Conforme o comandante da GCM, o tenente-coronel John Feitosa, um trabalho de fiscalização e orientação foi realizado e deverá ser feito para evitar aglomerações que possam contribuir para a disseminação do vírus.
“Foi um dia de trabalho intenso e pudemos observar a necessidade de organizar e orientar as pessoas, especialmente aquelas que estavam nas filas de alguns estabelecimentos para fazer ou receber pagamentos, ou mesmo adquirir algum produto”, explicou.
De acordo com o gerente de uma loja, Pablo Normando, a loja disponibilizou lavatórios logo na entrada e os móveis que são vendidos no local foram redistribuídos para que os clientes pudessem circular sem gerar aglomerações. “Nós estamos seguindo as recomendações do município, o protocolo presente no decreto municipal e também no estadual. Basicamente houve uma redução no quadro de funcionários dentro do limite de 50%, a redução do horário de funcionamento que é das 9h às 15h, que é o caso do comércio no Centro e também as medidas sanitárias que é para que os clientes usem máscaras e evitem o contato próximo com os colaboradores”, informou.
Segundo Mayra Rodrigues, gerente de uma loja de eletrônicos que atua no Centro de Teresina, a entrada de clientes é controlada, os pisos receberam marcações que indicam o distanciamento correto entre as pessoas e a quantidade de produtos foi reduzida. “Nós já estávamos esperando essa retomada, pois tem clientes que necessitam ver o produto, sentir, pegar e fazer o manuseio para depois levar para a casa. Estamos todos ansiosos e com a expectativa a mil com esse retorno”, explicou.
Segundo o presidente do Sindlojas, Tertuliano Passos, ainda é cedo para perceber alguma mudança no faturamento após a retomada. “Em uma semana a gente tem como ter uma avaliação melhor e aí você avalia se o público que foi realizou compras ou não”, avaliou.