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Após abertura do comércio, Teresina mantém queda nos casos de Covid-19

A queda no índice de infectados recentes foi de quase 40% na última semana. Contudo, prefeito destacou que casos oriundos do interior estão crescendo na capital.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
29/07/2020 às 12h05 Atualizada em 29/07/2020 às 12h22
Após abertura do comércio, Teresina mantém queda nos casos de Covid-19
Foto: Reprodução

A capital piauiense manteve a queda nas infecções pelo novo coronavírus, 20 dias após o início da abertura do comércio na cidade. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (29), pelo prefeito Firmino Filho (PSDB), de acordo com a 15ª etapa da pesquisa sorológica feita na capital. A queda no índice de infectados recentes foi de quase 40% na última semana.

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O prefeito de Teresina destacou alguns dados que indicam que a abertura do comércio, iniciada em 6 de julho, pelo menos até o momento não impactou a tendência de queda nos casos de coronavírus na cidade.

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Total de positivos estimados na 15ª etapa (24 a 26 de julho): 197 mil pessoas - Pico no número de infectados (dias 11 a 13 de junho): 217 mil pessoas - Total de positivos não infectantes e teoricamente imunizados: 107 mil - Total de positivos com o vírus ativo, transmitindo a doença: 12 mil

Enquanto na 14ª etapa da pesquisa, há uma semana, havia uma estimativa de 20 mil pessoas com o vírus ativo e transmitindo, nesta semana a estimativa é de 12 mil pessoas. Junto disso, o número total de pessoas que já testaram positivo, não transmitem mais a doença e já estão, teoricamente, imunizadas, saiu de 93 mil para 107 mil em uma semana. Ou seja, há menos pessoas transmitindo o vírus e também menos pessoas que ainda podem contrair a doença.

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"Mesmo com a reabertura, muitos índices continuam a cair, mostrando que a lógica da curva epidemiológica é muito própria, baseada no processo de contágio com uma queda geométrica que é forte, até o momento tem sido mais forte do que a maior circulação de pessoas. Ou seja, a atividade econômica ainda não anulou a queda da circulação do vírus. Essa circulação pode até ter algum tipo de efeito para aumentar os casos, mas é neutralizado pela tendencia de queda. Isso porque há muitas pessoas já teoricamente imunizadas contra o vírus circulando na cidade", explicou o prefeito.

Além da queda no número de infectados recentes (há menos de 15 dias), houve queda na taxa de transmissão entre infectados e não infectados, queda na ocupação de leitos de enfermarias por residentes na capital e ainda queda no total de atendimentos por síndromes gripais e síndromes respiratórias agudas graves.

Aumento ocupação de leitos de UTI pode ter relação com o interior do Piauí: O prefeito destacou, contudo, um índice que permanece em alta na capital: número de ocupação de leitos de UTI Covid. Segundo ele, o aumento parece estar diretamente relacionado ao aumento de casos no interior do estado. Enquanto a capital já atingiu seu pico e está em queda, o Piauí parece estar caminhando para o número máximo de casos e óbitos pelo coronavírus. Firmino Filho destacou que as previsões do doutor em matemática e pesquisador pela Universidade Federal do Piauí, professor Jefferson Leite, previram o pico na capital em 10 de junho, o que foi confirmado: o maior número de casos foi registrado entre os dias 5 e 7 de junho. No restante do estado, a previsão do professor é de que o pico seja atingido entre o fim de julho e início de agosto.

"Analisando dados funerários nesta manhã, vimos que de cada oito óbitos registrados em Teresina, seis são de pacientes vindos do interior do estado. Então há várias hipóteses para esse aumento [da ocupação de UTIs], mas o mais provável, é pela chegada de pacientes do interior. Temos vários indicadores em queda, menos esse", disse ele.

Firmino Filho informou que ainda deve haver ampliação no número de leitos, pela Prefeitura de Teresina, no Hospital de Campanha João Claudino Fernandes, localizado ao lado do Hospital de Urgência de Teresina. Por parte do governo do estado, os leitos devem ser ampliados no Hospital da Polícia Militar e no Instituto de Doenças Tropicais Natan Portela.

"Então, creio que esse aumento não deve impactar o retorno da economia. Vamos continuar monitorando, semana a semana, para saber se a circulação por conta do comércio não está aumentando o número de casos. Teresina não teve colapso no sistema de saúde, como outras cidades, vamos tentar manter dessa forma", explicou.

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