A Polícia Civil prendeu seis suspeitos de participação na morte da influencer Samya Silva, assassinada a tiros na Avenida João XXIII, Zona Leste de Teresina, no dia 1º de outubro de 2023. Um dos presos, suspeito de ser o mandante do crime, identificado apenas como Herbert, morreu após a prisão. A polícia não deu detalhes da motivação do crime, informando apenas que o crime foi motivado por "briga entre facções".
Além de Herbert, preso na quarta (10), foram presos anteriormente, em data não informada pela polícia, Israel, Felipe, Davdy, Francilda e Vitória (as duas são esposas de dois dos suspeitos). O resultado das investigações foi apresentado nesta quinta-feira (11), em coletiva de imprensa. Ainda há outro suspeito, chamado João Gabriel, que é considerado foragido (foto abaixo).
Participaram da coletiva a delegada do Núcleo de Feminicídio do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), Nathália Figueiredo; o delegado-geral de Polícia Civil, Lucy Keiko; e o coordenador do Departamento de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), delegado Charles Pessoa. Conforme os delegados, foram seis prisões realizadas ao todo. As investigações mostraram que criminosos estavam no clube onde a jovem passou a tarde, no dia em que foi morta. Há a suspeita de que ela possa ter sido atraída para lá para ser morta.
A polícia apreendeu os celulares dos suspeitos e descobriram que eles decidiram, pelo WhatsApp, matar Sâmya. Havia fotos da jovem nas conversas. Ainda no clube, Herbert, que estava armado, passou a arma para Davdy que, junto com Felipe, seguiu a jovem quando ela deixou o local e fez os disparos no lugar onde ela morreu. A motivação para o crime, que não foi detalhada, seria o fato da jovem ter envolvimento com pessoas ligadas à facção PCC. Os suspeitos fazem parte, segundo a polícia, do Bonde dos 40. O inquérito ainda não foi concluído e as investigações continuam. A polícia apura, por exemplo, se Sâmya tinha envolvimento em práticas criminosas.