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Operação Jogo Sujo: Itallo Bruno e outras 10 pessoas são indiciadas pela Polícia Civil
O inquérito foi concluído no último sábado (20).
22/01/2024 12h14 Atualizada há 3 anos
Por: Redação Fala Piauí
Foto: reprodução

O delegado Alisson Macedo, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), indiciou o influenciador digital Itallo Bruno Nunes e Silva e outras 10 pessoas alvos da "Operação Jogo Sujo" acusados de explorar jogos de azar, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O inquérito foi concluído no último sábado (20).

Além do influenciador foram indiciados: Emilly Christine Melo Brito (namorada de Itallo); Sâmia Camila Nunes e Silva (irmã de Itallo); Lucilene Nunes de Sousa (mãe de Samia e Itallo); Valdir Sousa e Silva (pai de Itallo); Kelton Douglas da Silva Moura; Rikelme de Franca Silva Soares Moura; Leticia Evellyn dos Santos Carneiro (ex-namorada de Itallo); Marcos Victor Pereira Silva (ex-contador de Itallo); Israel Veloso da Silva e Vinicius Alves da Silva Barbosa.

No mesmo relatório, a polícia deixou de indiciar o servidor da Assembleia Legislativa do Piauí (Alepi), Lucas Soares Campos de Carvalho; Thales Victor Costa, José Phablo Rangel Oliveira dos Santos e Paulo Henrique Araújo de Moura.

Participação de cada um dos indiciados nos crimes

Itallo Bruno: promovia em seu Instagram rifas ilegais, recebendo dinheiro produto de crime, utilizava dados de outras pessoas em veículos de sua propriedade, de modo a dissimular o seu patrimônio.

Sâmia Camylla: possui em seu nome um apartamento no condomínio Jardim de Manuela, onde reside Itallo, que segundo a polícia foi comprado como uma forma de lavar o dinheiro fruto de ilícito e depois colocado no nome de Sâmia a fim de ocultá-lo;

Emilly Christine: servia para esconder e pulverizar de Itallo Bruno, bem como a ocultação de veículo;

Marcos Victor: apontado como uma espécie de conselheiro contábil e jurídico, era o responsável por lavar o dinheiro de Itallo Bruno tentando dar um ar de legalidade ao dinheiro fruto do ilícito;

Lucilene Nunes: era a responsável por negociar a compra de imóveis e bem como ocultar o patrimônio de Itallo Bruno colocando imóveis, tais como chalés em Barra Grande em seu nome quanto veículos, conforme consta das investigações;

Valdir Sousa: tinha um papel mais ativo na ocultação de patrimônio colocando veículos em seu nome a fim de ocultar a real propriedade de seu filho Itallo Bruno;

Vinicius Alves: funcionava como uma espécie de gerente de Itallo Bruno, negociando carros para promoção das rifas e lavagem de capitais;

Israel Veloso: também auxiliava na fomentação do jogo de azar das rifas levando carros para customização a mando de Itallo. Além disso, Israel também negociava veículos em nome do influenciador auxiliando, assim, na lavagem do dinheiro fruto de ilícito. Não obstante isso, Israel também promovia suas próprias rifas ilegais;

Kelton Douglas: era o braço direito de Itallo Bruno na organização das rifas ilegais. Era quem fazia as filmagens das divulgações no Instagram, bem como negociava carros em nome de Itallo;

Rikelme de França: também operava sob as ordens de Itallo Bruno realizando as tarefas que lhe eram pedidas tanto relacionadas ao jogo de azar quanto a compra de automóveis em nome do influenciador, além de possuir relação com a facção Bonde dos 40;

Letícia Evellyn: promovia em suas redes sociais jogos de azar, além de organizar suas próprias rifas, e com esse dinheiro auferido de maneira ilegal comprou um veículo automotor que foi apreendido na operação policial, um Volkswagen Polo.

Informações: GP1