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Campanha das Fakes e do ódio já começou nas redes sociais em Teresina

Sem espaço para críticas, jornalistas tem sido vítimas de ‘milícias dos fakes’

Por: Redação Fala Piauí
16/08/2020 às 18h11 Atualizada em 16/08/2020 às 18h13
Campanha das Fakes e do ódio já começou nas redes sociais em Teresina
Foto: Reprodução

A Campanha Eleitoral de 2020 já começou há um bom tempo no Piauí, ‘esfriada’ pela preocupação Pandemia e empurrada cada vez mais do ‘corpo a corpo’ para o embate nas redes sociais, a disputa eleitoral este ano promete ter como ringue as redes sociais. 

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Até aí tudo bem, o que não poderia acontecer é usar este mesmo espaço para ‘difamar’, atacar ou espalhar ‘fake news’ contra qualquer um que se mostre contrário ou que cumpra seu papel de criticar determinada ações e gestões políticas, papel esse comum de um jornalista. Foi o que aconteceu com a jornalista Germana Chaves, respeitadíssima no contexto do jornalismo político estadual, mas que viu, recentemente, uma onda de provocações e agressões descabidas à sua pessoa através de ‘fakes news’ construídos irresponsavelmente por militares que costumam fazer campanha para dois pré-candidatos à Prefeitura de Teresina, são eles Fábio Abreu e Dr. Pessoa. 

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Tão situação causou indignação do Sindicato dos Jornalistas e, também da colega de Germana, a jornalista Samantha Cavalca que repudiou os ataques sofridos contra Germana. “Ela é uma mulher negra, sei o quanto foi difícil para ela chegar neste espaço, cercado de machismo, mas ela conseguiu seu espaço no jornalismo político”, destacou Samantha.

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A princípio acredita-se que as agressões dos militantes seriam porque Germana chegou a dar depoimento ao Grupo de Repressão ao Crime Organizado (GRECO), da Polícia Civil do Piaui, numa investigação da Greco sobre um crime de Calúnia. O que se sabe até então, é que aquele departamento de Polícia estaria no calcanhar de vários jornalistas que ousarem tecer críticas a gestão do ex-secretário de Segurança e pré-candidato à Prefeitura de Teresina, Fábio Abreu. Essa mesma denúncia foi feita pelo jornalista Petrus Evelin que revelou em “alto e bom tom” que está tendo sua vida devassada pelo Greco, após fazer críticas ao ex-secretário, que ao tudo indica não gosta de críticas. 

Estranhamente, as agressões espalhadas em grupos e até conversas privadas nas redes sociais contra a jornalista Germana, estariam sendo disseminadas por militantes políticos que há meses vem ‘fazendo campanha antecipada’ para os candidato Fábio Abreu e dr. Pessoa, segundo informou no vídeo postado pela jornalista Samantha Cavalca nas suas redes sociais. 

Outra denúncia que circula nos bastidores do mundo jornalístico é que além de uma “milícia armada” para disseminação de fake News a qualquer custo, há também uma força dentro da Segurança do Estado para atuar “devastadoramente” contra todos e aqueles (principalmente jornalistas) que ousarem criticar a Segurança Pública.   

O próprio Sindicato dos Jornalistas do Piauí (Sindjor-PI) já se posicionou contrário a essas ações: 

NOTA DE REPÚDIO: O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí vem a público manifestar o seu mais veemente repúdio à iniciativa do deputado federal, senhor Fábio Abreu, de impor restrições ao livre exercício da profissão de jornalista e à liberdade e expressão, ao tomar a lamentável decisão de registrar um BO (Boletim de Ocorrência) no Greco pedindo a abertura de investigação criminal contra o jornalista Petrus Evelym, criador e responsável pela página O Piauiense na Internet, a quem acusou de ter difamado a sua pessoa, quando na verdade o jornalista apenas falou sobre o aumento da violência em Teresina, os crimes de homicídios e de roubo de carros, durante a gestão do ex-secretário de Segurança Pública e pré-candidato a prefeito de Teresina.

A liberdade de imprensa e de expressão são os principais pilares de um regime democrático e quem atenta contra o sagrado direito da sociedade à informação revela-se despreparado para o exercício de funções públicas. No caso em tela, a coisa é mais grave ainda porque o ex-secretário de Segurança Pública do Estado do Piauí tenta utilizar um grupo de elite da Polícia Civil – O Greco -, para intimidar o jornalista. Não é esse o papel daquela especializada, que foi criada para combater o crime organizado.

Ao tempo em que repudia a atitude antidemocrática do senhor deputado federal Fábio Abreu, o Sindjor-PI encaminhará esse atentado à liberdade de expressão e de imprensa às entidades nacionais de defesa do exercício do jornalismo e, ao tempo também, que coloca à disposição do jornalista para orientações o seu Departamento Jurídico.

Teresina, 18 de julho de 2020 - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí

Pela transparência e direito ao contraditório: O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí (Sindjor-PI) diante da prisão preventiva do jornalista Arimatéia Azevedo, ocorrida durante operação do Grupo de Repressão ao Crime Organizado (Greco) da Polícia Civil do Piauí, realizada na manhã do dia 12 de junho de 2020, entende que, numa democracia, mesmo as de menor qualidade e aquelas postas à prova e a risco, a prisão sempre deve ser exceção, nunca a regra. Daí porque, em que pese ser esta uma decisão judicial, o Sindjor-PI insurge-se contra a prisão do jornalista, proprietário do Portal AZ. Trata-se de medida desproporcional, sobretudo considerando ser a pessoa privada de liberdade um profissional com trabalho e residência fixos, reconhecido respeito de seus pares e da comunidade.

Acresça-se ao descabimento da prisão o fato de o portal de notícias do jornalista ter sido submetido a medidas restritivas à veiculação de dados relacionados à ação judicial, a qual tramita em segredo de Justiça, fator que se mostrou impeditivo ao amplo direito de defesa e ao contraditório.

Esperamos que a decisão judicial monocrática em primeira instância possa ser reformada em instância superior, de modo a reparar o que este Sindicato considera uma injustiça contra o jornalista Arimatéia Azevedo.

O Sindjor-PI acredita na elucidação dos fatos e das acusações, e que a Justiça seja feita, predominando o Estado Democrático de Direito, garantia do respeito das liberdades civis, dos direitos humanos e pelas garantias fundamentais, através do estabelecimento de uma proteção jurídica. Teresina, 12 de junho de 2020 - Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Piauí

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