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Sem isolamento social, praias do Ceará lotam no fim de semana; Veja imagens

Aglomerações na faixa de areia e barracas têm potencial de transmissão do vírus. Ainda assim, parte dos frequentadores dispensa o uso de equipamentos de proteção. Ceará ultrapassou 8,1 mil mortes pela doença.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: Diário do Nordeste
17/08/2020 às 21h22
Sem isolamento social, praias do Ceará lotam no fim de semana; Veja imagens
Foto: Reprodução

Sol, areia, água de coco e selfies para as redes sociais: o fim de semana foi agitado em diversas praias do litoral cearense, mesmo com o Estado alcançando 8.133 mil vidas perdidas e 197 mil casos confirmados da Covid-19, segundo a plataforma IntegraSUS, da Secretaria Estadual da Saúde (Sesa).

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Embora normas sanitárias recomendem o distanciamento social e a obrigatoriedade do uso de máscaras, o cenário percebido foi de desrespeito às regras tanto na faixa de areia quanto em estabelecimentos comerciais. A reportagem do Sistema Verdes Mares percorreu três barracas na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, na tarde deste domingo (16).

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Em todas elas, foram flagradas aglomerações de clientes, a maioria jovens; o não uso de máscaras – agora obrigatório, conforme uma nova lei estadual, que prevê multa de até R$ 1 mil por descumprimento –; e a falta de distanciamento entre mesas de atendimento nesse locais.

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Em um dos estabelecimentos, a Kitecabana Lounge, a aglomeração era motivada pelo show de uma banda, divulgado inclusive em redes sociais. O mesmo local foi o único em que havia, logo à entrada, uma placa de orientações sobre o distanciamento e um totem de álcool em gel. Além de máscara, os funcionários utilizavam face shields de acrílico.

A reportagem tentou falar com a administração da barraca, mas as ligações não foram atendidas.

Outros cenários

Mais à frente, na barraca Duro Beach, mesmo sem show musical, havia aglomeração, ausência de máscara e falta de distanciamento entre as mesas.

Procurada, a barraca ressaltou que não tem como obrigar o uso da máscara entre os clientes, mas que dispõe de placas de recomendação em todo o espaço interno; que não libera mais a entrada após lotação; que as mesas são afastadas a mais de dois metros uma da outra; e que há adesivos de espaçamento, indicando onde é possível sentar, em bancos comunitários.

Sobre as máscaras, afirmou que, “infelizmente, algumas pessoas não respeitam e reclamam que não querem ficar com marcas do sol”.

Local de maior aglomeração constatado pela reportagem, a barraca Chico do Caranguejo Cumbuco também não atendeu às ligações. Em nenhum dos locais foi avistada fiscalização de agentes da Prefeitura de Caucaia – procurada, também não deu retorno –, da Polícia Militar ou de qualquer órgão público vinculado à vigilância sanitária.

Fortaleza

Na Capital, a situação não foi diferente. Na ‘Praia dos Crush’, na Av. Beira-Mar, distanciamento e máscaras inexistentes.

Entre sexta e domingo, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) informou que reforçou a atuação na avenida, “com monitoramentos contínuos para evitar aglomerações, orientando os permissionários a cumprirem as recomendações de não ocuparem a faixa de areia com mesas, cadeiras e guarda-sóis”.

Segundo o órgão, a população também foi abordada para a distribuição de máscaras de tecido e álcool em gel 70%. Já a Polícia Militar informou que local “apresentou movimento normal de pessoas, não caracterizando aglomeração”.

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