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Operação Parasitas: fraude milionária desviava peças de veículos de lojas no Piauí

Criminosos também emitiam notas fiscais frias e superfaturadas; esquema desarticulado pela Polícia Civil desviou quase R$4 milhões.

Por: Redação Fala Piauí
15/05/2024 às 09h36
Operação Parasitas: fraude milionária desviava peças de veículos de lojas no Piauí
Foto: Divulgação

A Polícia Civil do Piauí cumpre uma série de medidas cautelares, incluindo a prisão temporária, busca e apreensão e afastamento de sigilo de dados dirigidos a investigados em um complexo esquema de fraude corporativa contra empresas do setor varejista. A ação faz parte da Operação Parasitas, deflagrada nesta quarta-feira (15) no Piauí, Maranhão e Rio Grande do Norte.

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Segundo a Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SPP-PI), o inquérito policial revelou a emissão de notas fiscais frias e superfaturadas, e desvio de peças de veículos do setor de oficina, com prejuízos estimados em R$ 4 milhões. As investigações apontaram para a existência de uma associação criminosa entre ex-funcionários e fornecedores de peças e serviços automotivos.

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“Hoje estamos deflagrando a Operação Parasitas. Essa investigação começou há oito meses, uma investigação complexa em que foi verificado que uma associação criminosa de ex-funcionários de uma empresa estava desviando valores dessa empresa através de notas fiscais fraudulentas, superfaturadas e também desvio de peças da oficina dessa empresa”, destacou o delegado Matheus Zanatta, superintendente de Operações Integradas da SSP-PI. 

As ordens judiciais foram cumpridas em diversos endereços residenciais e comerciais nas cidades de Teresina, Alto Longá, em Timon, no estado do Maranhão, e Jucurutu, no Rio Grande do Norte, visando desarticular toda a rede envolvida. Ao todo, foram expedidos 23 mandados de prisão temporária e a suspensão das atividades econômicas de empresas que, de acordo com os indícios, eram usadas para facilitar as práticas criminosas.

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Investigações adicionais sugerem que esta organização criminosa pode ter lesado outras empresas, indicando um padrão de comportamento fraudulento que se estende além do caso inicialmente identificado.

Foi determinado ainda o bloqueio de contas bancárias e o sequestro de bens, incluindo veículos automotores dos investigados ou das pessoas jurídicas implicadas. As medidas, segundo a polícia, visam impedir a dissipação de patrimônio e garantir a reparação dos danos causados pela atividade ilícita.

 
 
 
 
 
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