
O prefeito de Cajueiro da Praia, Felipe de Carvalho Ribeiro, é alvo da 2ª Fase da Operação Volt, deflagrada na manhã desta terça-feira (06), que apura desvios de recursos públicos do município. Ao todo, estão sendo cumpridos nove mandados de busca e apreensão nas cidades de Luís Correia, Parnaíba e Cajueiro da Praia.
De acordo com as investigações, o prefeito Felipe de Carvalho estaria recebendo parte dos recursos de iluminação pública da cidade.
“A investigação está apontando que ele recebe parte dos recursos utilizados para pagar as empresas, os recursos de iluminação pública”, disse o promotor de Justiça Cláudio Soeiro ao Cidadeverde.com.
O Gaeco apontou ainda que os desvios estariam sendo feitos através de condutas criminosas, como fraude à licitação, peculato-desvio, corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Pedro Júnior Fontenele Brito, filho da prefeita de Luís Correia Maninha Fontenele, foi alvo de duas operações realizadas pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Piauí (FICCO/PI) e do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) no dia 7 de fevereiro deste ano.
No dia, ocorreram duas operações contra Pedro Júnior. Uma, da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Piauí (FICCO/PI), intitulada de Operação LED que investiga esquema de lavagem de dinheiro de uma facção que atua no estado do Piauí e tem representação no litoral piauiense. A outra, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), intitulada Operação Volt foi contra desvios de recursos públicos na prefeitura de Luís Correia e pagamento de propina.
O Cidadeverde.com teve acesso a imagens que mostram uma quantia de dinheiro em espécie que foi apreendida em uma residência de Pedro Júnior. Foram apreendidos na casa dele R$ 145 mil em espécie. Contra o secretário havia um mandado de prisão que não foi cumprido porque ele saiu do local horas antes da chegada das equipes.
Sem dar muitos detalhes sobre a motivação da investigação, o delegado da Polícia Federal, Albert Paulo Sérvio de Mourão, coordenador da FICCO, disse que todos os alvos participavam desse esquema.