
O juiz Valdemir Ferreira Santos, que decretou a prisão preventiva de Laércio, escreveu na decisão que ele seria o alvo dos criminosos que dispararam mais de 50 tiros em um bar no povoado Piranhas, em Timon, no dia 1 de agosto de 2020.
No tiroteio foram mortos Camila Gabriely Lopes Oliveira, 30 anos, e Carlos Eduardo dos Santos Valadão de 23 anos, e três pessoas ficaram feridas. As vítimas, segundo a Polícia Civil do Maranhão, foram atingidas por balas perdidas.
O juiz escreveu ainda que Laércio teria se tornado o comandante de um esquema de tráfico de drogas e da facção Bonde dos 40 em Timon depois da prisão de Leonardo Oliveira, conhecido como Leo Gordinho, primo de Laércio, ainda em fevereiro de 2017.
“Como líder da facção criminosa, Laércio passou a ser suspeito envolvido na escalada da violência, pertinentes a crimes de homicídios que vem ocorrendo nesta cidade de Timon e com suspeitas de que são decorrentes de guerra disputa entre facções rivais conhecidas por BONDE DOS 40 e PCC (Primeiro Comando da Capital)", escreve o juiz.
Segundo o juiz, Laércio Augusto tem pelo menos 11 atos infracionais por homicídio qualificado, roubou majorado, tráfico de drogas, porte de arma, crime de trânsito e ameaça. Ele também foi condenado, no dia 14 de setembro deste ano, a seis anos de reclusão e ao pagamento de 50 dias-multa pelos crimes de roubo majorado e corrupção de menor, mas foi mantido em liberdade provisória para fins de recursos.