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Maconha

Postada em 29/09/2020 ás 09h33

Publicada por: Liliane Alves

Fonte: Meio Norte

Maconha medicinal: os benefícios da erva criminalizada no Brasil
Discussão sobre a descriminalização da erva cresce no Brasil.
Maconha medicinal: os benefícios da erva criminalizada no Brasil

Foto: Reprodução

Planta ou droga? A maconha (Cannabis sativa) é uma planta que contém diversas substâncias. Dentre elas está o tetraidrocanabinol (THC), que por suas conhecidas propriedades psicoativas, é criminalizada como droga ilícita. Mas além do THC, outro canabinoide presente na maconha é o canabidiol (CBD), que não possui efeitos alucinógenos e proporcional diversos benefícios terapêuticos. Ambas substâncias possuem importantes utilizações medicinais. Embora o consumo de maconha seja proibido no Brasil, existem casos em que a justiça libera o plantio ou a obtenção de produtos feitos a partir dela para uso medicinal. Saiba mais no slide.

Glaucoma: O glaucoma é causado pelo aumento da pressão intraocular. Esta doneça pode ser combatida com os efeitos transitórios do THC na redução da pressão interna do olho.

Náuseas: Um excelente remédio para enjoos. O tratamento das náuseas provocadas pela quimioterapia do câncer foi uma das primeiras aplicações clínicas do THC.  

Dores crônicas: A maconha é usada há muito tempo para este fim. Os canabinoides têm o efeito antiálgico, agindo em receptores do cérebro e em outros tecidos. O dronabinol, comercializado em diversos países para uso oral, reduz a sensibilidade à dor, com menos efeitos colaterais do que o THC consumido em cigarros.

Contra inflamações: O THC e o canabidiol têm anti-inflamatório que os torna candidatos a tratar enfermidades como a artrite reumatoide e doenças inflamatórias no intestino.

Esclerose múltipla: O THC combate as dores neuropáticas, a espasticidade e os distúrbios de sono causados pela doença. O Sativex, com o Nabiximol, canabinoide comercializado a indicação em alguns países, não é disponibilizado no Brasil.

Epilepsia: Um estudo recente mostrou que 11% dos pacientes ficaram livres das crises convulsivas com o uso de maconha com teores altos de canabidiol; em 42% o número de crises diminuiu 80% e, em 32% dos casos, a redução variou de 25% a 60%. Canabinoides sintéticos de uso oral estão liberados em países europeus.

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