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Influenciadores presos em operação não estão colaborando com as investigações, diz delegado

Os investigados são acusados de estelionato, jogo de azar, indução ao erro, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Por: Redação Fala Piauí
10/10/2024 às 11h58
Influenciadores presos em operação não estão colaborando com as investigações, diz delegado
Foto: Reprodução

Os influenciadores digitais presos temporariamente em Teresina na quarta-feira (9), durante a segunda fase da Operação Jogo Sujo, podem ter suas prisões prorrogadas. Segundo o delegado adjunto da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, Alisson Landin Macedo, eles não estão colaborando com as investigações da ação policial, que visa reprimir a divulgação de jogos de azar ilegais na internet. Veja a lista dos investigados.

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“Até o momento, não tivemos muita colaboração. A prisão temporária tem o objetivo de garantir uma investigação mais aprofundada. Se eles continuarem não colaborando, é possível que a polícia solicite a prorrogação da prisão”, disse o delegado durante o programa “Piauí, Bom Dia”, apresentado por Ieldyson Vasconcelos.Durante a operação, a polícia cumpriu oito mandados de prisão temporária e 22 mandados de busca e apreensão em Teresina, Timon (MA) e Caxias (MA). Armas de fogo, joias, carros de luxo e uma quantia de R$ 500 mil foram apreendidos. O delegado Humberto Mácola, da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática, destacou que o estilo de vida dos investigados, com bens de alto valor, não condizia com suas rendas declaradas.

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“Não existe dinheiro fácil. Todos aqueles que participaram dessa ação devem responder de acordo com o grau de sua responsabilidade”.

Alisson Landin também abordou a questão das apostas, ressaltando a diferença entre as regulamentadas e as que não têm nenhuma garantia de segurança. “Não existe ganho fácil, mesmo em apostas regulamentadas. Quando você vê aquelas que prometem ganhos surreais, já deve desconfiar”, afirmou, reforçando que o público deve ter cuidado ao ser atraído por promessas de lucros rápidos e fáceis.

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As investigações ainda estão em andamento, e a operação segue apreendendo bens e colhendo mais evidências que podem ajudar a esclarecer a extensão dos crimes.

Entre os presos, seis foram detidos em cumprimento a mandados por crimes como estelionato, jogo de azar, indução de erro ao consumidor, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Outros dois foram presos em flagrante. Sete dessas prisões ocorreram em Teresina e uma em São Paulo. Além disso, os investigados tiveram bens como dinheiro e veículos apreendidos.

A operação também resultou em apreensões de bens de outros investigados, incluindo:

    •    Pedro Lopes (Lokinho) (preso)

    •    Brenda Raquel (Brenda Ferreira) e seu pai (presos)

    •    Diogo Macedo (Diogo Xenon) (preso)

    •    Letícia Ellen Negreiro de Abreu (presa)

    •    Milena Pamela (presa)

    •    Antônio Robson (Robin da Carne)

    •    Raimundo Alves Torres (Cabo Jairo) (foi preso por estar com um celular roubado, mas foi solto após esclarecimentos)

    •    Avelar dos Reis Mota (Sargento Mota)

    •    Marta Evelin (Yrla Lima)

    •    Maria Geiceli (Babados Teresina)

    •    Jefferson Victor (Teresina Fofoqueira)

    •    Matheusinho

    •    Matheus Guerra da Silva

    •    João Vaz Neto

    •    Yasmin Sales

    •    Douglas Guimarães Pereira Neves (preso em SP)

A Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI) informou que os influenciadores são investigados por crimes de estelionato, jogo de azar, indução ao erro, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

O delegado Alisson Landin explicou que as plataformas de jogos utilizavam métodos enganosos, como vídeos falsos de ganhadores, para atrair o público. Os influenciadores, com grandes quantidades de seguidores, foram contratados para promover essas plataformas de apostas, da mesma forma que promovem outras marcas.

 

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