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Influencers se mantêm em silêncio e polícia pede prorrogação de prisões

O delegado Humberto Mácola, coordenador da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), explica que, caso a Justiça defira a solicitação, o prazo pode ser estendido por mais cinco dias.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: cidadeverde.com
12/10/2024 às 09h32
Influencers se mantêm em silêncio e polícia pede prorrogação de prisões
Foto: Reprodução

A Polícia Civil do Piauí pediu a prorrogação das prisões dos influencers investigados na segunda fase da operação Jogo Sujo voltada para o combate de crimes praticados pelas redes sociais como estelionato e divulgação de jogos de azar.  Os sete influenciadores digitais seguem presos em cumprimento a mandados de prisão temporária que expiram no próximo domingo (13). O delegado Humberto Mácola, coordenador da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), explica que, caso a Justiça defira a solicitação, o prazo pode ser estendido por mais cinco dias.

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"Não houve, pela maioria deles, colaboração. Eles ficaram em silêncio, um direito constitucional, mas resolvemos pedir a prorrogação das prisões até para análise das provas. O juiz deve se manifestar nas próximas horas", explica o delegado. 

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Até o momento foram presos Brenda Raquel Barbosa Ferreira, Douglas Guimarães Pereira Neves, Milena Pâmela Oliveira Silva, Letícia Ellen Negreiro de Abreu, Pedro Lopes Lima Neto conhecido como Lokinho, Diogo Macedo Basílio, e Marta Evelyn Lima de Sousa, conhecida como Yrla Lima, estão presos temporariamente. Apenas Antônio Robson da Silva Pontes, conhecido como Robinho da Carne, segue foragido.

Sobre a possibilidade de delação premiada, Humberto Mácola disse que a defesa dos investigados ainda não demonstrou interesse sobre a utilização deste instrumento jurídico. "A delação pode ser utilizada, é uma ferramenta jurídica muito eficaz para o bem da sociedade porque visa o desenvolvimento da investigação, mas não foi aventada pela defesa, nem pela Polícia Civil, Ministério Público ou Judiciário. É uma ferramenta complexa que precisa ser muito bem analisada. É muito cedo pra falar em delação", avalia Mácola. 

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Na delação premiada, o investigado ou réu em um processo penal recebe um benefício em troca de sua colaboração com o Estado para evitar a prática de novos crimes, produzir provas sobre crimes já ocorridos ou identificar coautores desses crimes. Na primeira Operação Jogo Sujo, o influencer Itallo Bruno fez um acordo de delação premiada, e em troca, ele e a família não responderão por uma ação penal por lavagem de dinheiro, jogo de azar e organização criminosa. Para o acordo, ele teve que entregar todos os bens que foram adquiridos de forma ilegal, por meio de jogos de azar, estimado em R$ 5 milhões.

CONTAS DERRUBADAS X NOVOS PERFIS

À TV Cidade Verde, o delegado confirmou que foi solicitada a derrubada de 11 perfis ligados aos alvos da investigação. Alguns dos usuários criaram novas contas.  "Se novos perfis forem criados para continuar divulgando a prática de jogos de azar, que não são regulamentados, ou de qualquer tipo de crime, serão alvos de investigação e podem ser derrubados. Tudo está sendo analisado", alerta o delegado que diz que novos perfis "entraram no radar da polícia".

Dos alvos, apenas o empresário Robinho da Carne. A Polícia Civil ainda contabiliza o valor apreendido em bens. Somente em dinheiro foram resgatados R$ 500 mil. 

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