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Garoto humilhado em pizzaria ganha bolsa de estudos em Teresina

Luis Neto afirmou que chorou com o fato, mas que não vai desistir do sonho de ser defensor público.

Redação Fala Nordeste
Por: Redação Fala Nordeste Fonte: Bom Dia MN
21/01/2020 às 12h45 Atualizada em 21/01/2020 às 16h02
Garoto humilhado em pizzaria ganha bolsa de estudos em Teresina
Foto: Reprodução

Um grupo de ensino particular deu uma bolsa de estudos para o garoto de 11 anos, que foi humilhado por uma cliente em uma pizzaria, em Teresina. O grupo CEV que tem unidades com ensino infantil, médio e superior, estudará de graça até finalizar o curso superior. Inclusive, está  sendo a analisado a  possibilidade do pai da criança também receber uma bolsa, pois ele havia trancado o curso de Direito, pois não teve condições de continuar pagando.

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Entenda o caso

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Um garoto de apenas 11 anos de idade chamado Luis Neto ajuda financeiramente a família com a venda de bombons. Tudo parecia ser mais um dia de trabalho quando o menino se sentiu humilhado por uma cliente de uma churrascaria ao ser apontado como uma pessoa que nunca seria alguém na vida. 

Luis Neto afirmou que chorou com o fato, mas que não vai desistir do sonho de ser defensor público. 

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“Eles viram que eu estava triste e no café da manhã eu contei para eles, meu pai ficou muito triste e chorou comigo. Eu não vou desistir de vender, se eu pudesse encontrar com ela de novo eu diria para ela que não importa o que as pessoas falem, ou pensem, eu não vou parar de vender bombom e um dia elas vão cruzar o meu caminho e talvez eu seja um defensor público. Eu vendo bombons para ajudar os meus pais e quero muito ser defensor”, afirmou. 

O menino que está no 6º ano disse ainda que essa foi a primeira vez que se sentiu humilhado no momento que vendia. “Desse jeito foi a primeira vez, eu via muito as pessoas não deixarem a gente oferecer, olharem com ar de desprezo, mas desse jeito foi a primeira vez”, disse. 

O pai da criança, que é acadêmico de direito, afirmou que está com o curso trancado por conta de dificuldades financeiras. “No primeiro momento eu chorei, aí comecei a pensar bem e vi que essa era uma grande oportunidade de ensinar pra ele que ele vai cruzar na vida dele com diversas pessoas dessa maneira e eu agradeço essa pessoa por ter me dado a oportunidade de estar ensinando meu filho para se defender, a vida vai levar muitos desafios para ele. Sou acadêmico de direito, estou com o curso trancado por conta de dificuldades financeiras e o bombom é uma saída que a gente encontrou para ajudar no aluguel”, afirmou. 

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