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Inspetora da polícia se recusa a usar máscara em pousada e agride funcionária em Jericoacoara

Praia cearense mais procurada por turistas teve três casos de violência envolvendo policiais.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: G1
12/10/2020 às 16h12
Inspetora da polícia se recusa a usar máscara em pousada e agride funcionária em Jericoacoara
Foto: Reprodução

Uma inspetora da Polícia Civil é investigada por se recusar a usar máscara e agredir a funcionária da pousada onde estava hospedada em Jericoacoara, no litoral do Ceará. Uma lei em vigor no estado obriga o uso de máscara em locais públicos e privados, com multa de R$ 100 em caso de descumprimento.

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A funcionária agredida filmou o momento em que a policial entra na pousada sem máscara. No vídeo, ela relata que a servidora descumpre as normas sanitária. Em seguida, a inspetora agride a mulher, que não teve a identidade revelada.

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A praia de Jericoacoara, uma das mais procuradas por turistas do Ceará, esteve lotada neste fim de semana. Houve pelo menos três ocorrências de violência envolvendo policiais e diversas denúncias de descumprimento das normas sanitárias para evitar o contágio por coronavírus.

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De acordo com Antônia Maria de Sousa, proprietária da pousada, os policiais foram chamados para atender o caso de agressão, mas se recusaram a atender depois que souberam que a pessoa denunciada também era policial.

“Os policiais disseram que não iam levar ela na delegacia e eu fui saber o porquê. Me disseram que se quisesse que a gente contratasse um táxi para ir até a delegacia. Ela (funcionária) chorava muito, estava muito machucada e o tenente muito alterado. O policial militar me jogou no chão e me chutou dizendo que não era meu empregado. Ainda pegou meu celular e jogou dentro da viatura. Nos humilhou muito”, contou Antônia.

Após também ter sido agredida, a empresária disse ter entrado em contato com advogados e ido junto à funcionária até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde foram medicadas.

A vítima reclamou por não ter sido acolhida pelos policiais militares e disse que mesmo em situação de flagrante eles se negaram a encaminhá-la até um local onde pudesse ser feito exame de corpo de delito.

Investigação

A Secretaria da Segurança Pública informou, por nota, que a ocorrência vem sendo apurada. “Todas as circunstâncias do fato, bem como do atendimento prestado pelos profissionais de segurança acionados até o local são acompanhados pela pasta. Oitivas ocorrerão ainda na nesta segunda-feira (12), na Delegacia Regional de Camocim”, conforme a SSPDS.

Já a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública e Sistema Penitenciário (CGD) disse ter determinado a imediata apuração dos fatos na seara administrativa disciplinar. O G1 tentou entrar em contato com a inspetora, mas as ligações não foram atendidas.

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