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Empresário ameaçado pelo PCC é executado a tiros e outros 3 são feridos no Aeroporto de Guarulhos

Pelo menos outras pessoas três pessoas também foram atingidas. A vítima seria o empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach, que teria mandado matar dois integrantes do PCC.

Por: Redação Fala Piauí Fonte: MN
08/11/2024 às 19h59
Empresário ameaçado pelo PCC é executado a tiros e outros 3 são feridos no Aeroporto de Guarulhos
Foto: Reprodução

O empresário Antônio Vinicius Lopes Gritzbach foi alvo de um atentado a tiros, que ainda deixou pelo menos outras três pessoas feridas, na entrada do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, na tarde desta sexta-feira (8). Os feridos seriam os seguranças do morto.

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As informações apuradas, são que a Polícia Civil investiga se ele foi morto pelo PCC e também a possibilidade de ter sido uma queima de arquivo, já que ele assinou um acordo de delação premiada e tinha declaradamente vários inimigos agentes públicos, a quem disse ter pago altos valores em propinas.

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Os tiros de um fuzil 765 partiram de um Gol preto, que foi encontrado em uma comunidade. Também houve um outro tiroteio perto do Hotel Pullman, nas imediações do aeroporto.

O Corpo de Bombeiros chegou a ser acionado, mas o homem não resistiu a gravidade dos ferimentos. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) também compareceu ao local.

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O empresário mantinha negócios na área de bitcoins e criptomoedas. Antônio Vinicius Lopes Gritzbach é acusado de ordenar a morte de dois integrantes da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), facção que age dentro e fora dos presídios. Os membros do PCC mortos foram: Anselmo Becheli Santa Fausta, conhecido como Cara Preta, e Antônio Corona Neto, o Sem Sangue, motorista de Anselmo. Eles foram assassinados no dia 27 de dezembro de 2021. Gritzbach estaria entregando uma série de esquemas de lavagem de dinheiro do PCC.

DELAÇÃO PREMIADA

O empresário e um agente penitenciário foram denunciados pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pela morte dos dois integrantes do PCC.

Em março deste ano, Gritzbach assinou um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público de São Paulo e entregou supostos esquemas do PCC e também denunciou esquemas de extorsão envolvendo policiais civis de São Paulo.

Ele prestou depoimentos ao MP nos últimos seis meses, sendo o último há 15 dias. Ele era réu por lavagem de dinheiro de mais de R$ 30 milhões proveniente do tráfico. A maior parte dessas operações de lavagem era feita com a compra e venda de imóveis e de postos de gasolina.

Ele entregou vários esquemas, deu várias pistas de ilícitos cometidos e ainda ficou de entregar muito mais. Ainda segundo as investigações, o empresário chegou a ter influência grande em células do PCC, tendo participado inclusive do tribunal do crime, quando se avalia se um integrante deve ou não ser assassinado por deslealdade à facção.

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